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quarta-feira, 17 de julho de 2002
Estélio Feldman 
Motoristas de táxi
Existem profissões perigosas por si, como a dos policiais e dos bombeiros. Há outras, porém, que podem ser incluídas nas de maior risco, estando entre estas, sem dúvida, a de motorista de táxi. Pressionados naturalmente pelas dificuldades do trânsito, que representam um fator estressante, eles também enfrentam a insegurança face à criminalidade, vítimas fáceis de marginais que os atacam em pleno exercício de seu trabalho.
Pouco se comenta sobre estes profissionais e o papel importante que desempenham na vida das coletividades. O táxi é um elemento de segurança para a população, atendendo as pessoas a qualquer momento do dia ou da noite, propiciando condições para que as pessoas posssam enfrentar pequenas ou grandes emergências. Usa-se o táxi e raramente se pensa em sua importância.
Lamentavelmente, também faltam ainda medidas capazes de garantir mais segurança ao profissional do volante em seu trabalho. Muitas idéias já surgiram, aqui como em outros centros (de vez que a violência contra os motoristas de táxi é um fenômeno quase mundial), mas pouco tem sido feito de maneira efetiva. Já se cogitou de criar cabines especiais para os motoristas (e em muitos lugares isto existe) com vidros a prova de balas e tudo o mais. Também a criação de grupos, como os atuais rádio-táxi, representam um acréscimo na segurança, na medida em que há um contato maior entre os motoristas e a central. Mas, como ocorreu em Londrina esta semana, nada disto funciona muito e o motorista acaba como um refém de sua situação, correndo riscos que não precisaria enfrentar.
Há que insistir, permanentemente, na exigência de medidas de segurança mais amplas por parte da autoridade competente, neste como em tantos outros casos. Não se pode aceitar passivamente, com o fatalismo que pode surgir face a situações insuperáveis, esta situação de insegurança que é geral. Os órgãos de segurança precisam se debruçar com maior atenção e interesse sobre esta questão específica que envolve os profissionais do volante que trabalham por que precisam, que enfrentam dificuldades mas que merecem garantia mínima para ir trabalhar, principalmente de madrugada, e voltar seguros para casa.
Público no Zerão
Informei que havia cerca de cinco mil pessoas no Zerão, no concerto promovido pela Orquestra Sinfônica da UEL. Recebi alguns questionamentos com gente dizendo que havia mais e outros afirmando que havia menos. Bom, não contei. Baseei-me na informação publicada pela ''Folha'' na reportagem feita na véspera. Em verdade posso afirmar, de vez que estava lá, que havia muita gente, que os locais disponíveis pareciam estar todos tomados.
Uma coisa porém tenho plena condição de garantir: quem não foi perdeu, tanto no último domingo como no anterior, um espetáculo fabuloso.


