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PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de julho de 2002
Estélio Feldman 
Calçadas
Muitos leitores têm pedido que volte e insista no assunto da situação das calçadas em quase toda a cidade. Alguns lembram que enquanto a conservação das ruas é responsabilidade da administração municipal, as calçadas são de responsabilidade dos donos dos respectivos imóveis.
Naturalmente, alguns proprietários de casas têm uma justificativa para a não conservação das calçadas. Não poucos afirmam que quem as estragou foram entidades públicas, quase sempre a Sanepar, que faz valetas e, depois, não reconstitui as calçadas, deixando buracos por ali.
A justificativa até é válida. Mas é preciso começar e deixar de lado o que passou. A verdade é que se a competição para eleger as ruas mais esburacadas é dura, em relação às calçadas então é quase impossível escolher uma. Não há ruas em toda a cidade em que não haja calçadas esburacadas, algumas representando um verdadeiro perigo para o pedestre.
A conservação das calçadas incumbe aos donos dos imóveis. A Prefeitura pode (e até deve) fiscalizar o assunto e intimar os proprietários para que cumpram sua obrigação. Ocorre que o município não tem fiscais suficientes e, é importante ressaltar, tem muitos outros problemas para resolver. Não seria necessário que houvesse ação coercitiva da autoridade para que se cuidasse e reparasse as calçadas.
É uma questão que deveria ser assumida mesmo pelos londrineses, em verdadeiro mutirão. Sem dúvida, há que lembrar que o reparo custa caro e muita gente não tem dinheiro suficiente. É possível, porém, até motivar empresas que vendam material para esse tipo de trabalho e inclusive as pessoas que podem executar esta obra.
É plenamente possível encarar esse assunto como um desafio para os londrinenses que têm orgulho de sua cidade e que precisam ajudar a fazê-la mais bonita e segura. As calçadas quebradas, esburacadas, abandonadas ajudam e enfeiar a cidade toda, além de propiciar acidentes que podem ter sérias consequências. Cuidar das calçadas pode ser uma preocupação justa que dará a Londrina um outro (e mais belo) visual.
Árvores
Segundo o entendimento popular, as árvores devem ser podadas nos meses cuja denonimação não tenha a letra 'r'. Estamos em julho e, assim, ainda há quase dois meses para que se realize esse tipo de trabalho.
Entretanto, pelo que se percebe, as árvores continuam cada vez mais altas, envolvidas nos fios, prejudicando a iluminação pública e provocando muita sujeira, além de servir, também, como abrigo para cupins e outros elementos nocivos, sem que se observe qualquer ação no sentido de cuidar delas. Londrina tem muitas árvores e, sem dúvida, se orgulha do seu verde. Mas sem cuidados, o que se tem é muita árvore doente, ameaçando até a integridade das pessoas que passem perto delas. O tempo de cuidar delas está quase no fim.


