Praça
Insegurança total
Atualmente, em Londrina, quando perguntam a uma pessoa se foi assaltada e se, por acaso, ela não sofreu tal tipo de violência, a resposta não é a palavra não solitariamente, mas a expressão ainda não. Este é o grau de insegurança na cidade que registra um assalto a residências a cada 20 horas, bate recordes em termos de homícidios, enfrenta ladrões, assaltantes, marginais de toda espécie. Assaltos, roubos e furtos estão fazendo parte da vida de muitos de tal modo que se pode dividir as pessoas em duas categorias: as que têm medo de sofrer um assalto, roubo ou furto e as que já sofreram algum tipo de crime e estão traumatizadas, temem sair de casa, trancam-se quando estão em sua residência, se assustam a cada momento.
Por vezes, a polícia até consegue prender alguns ladrões. Na maioria dos casos são menores o que é um sinal a mais de todo o quadro de instabilidade social que se vive e raramente se recupera o que foi roubado ou furtado.
Não é apenas uma situação tenebrosa mas inaceitável. Os cidadãos têm o direito à segurança, que deve ser provida pelo Governo do Estado. Ponderar que não há recursos é também uma desculpa que não se pode aceitar. Muita gente está pagando segurança particular. Só que isto não resolve o problema. E há a considerar que a maioria não tem condições de sustentar também serviços específicos de segurança.
É o Estado que tem de prover a segurança. E que pode começar, pelo menos, pela prevenção. Já se repetiu muito e sem dúvida será necessário fazê-lo ainda mais: que a simples presença de soldados fardados pela cidade melhora a situçaão da segurança. Viaturas rodando pelos bairros o dia inteiro e à noite também oferecem mais garantias ao cidadão. Aparelhar a Polícia Militar, dar-lhe condições de trabalho, garantir preparo e paga adequada aos que trabalham na PM é indispensável.
Não se vai resolver a situação de violência com mais polícia, sem dúvida. Há imensos dramas sociais a envolver todo o assunto. Mas é certo que enquanto não se resolvem estes problemas e desajustes, a população tem o direito de exigir condições mais seguras para sua vida.
Filme e música
Hoje e na segunda-feira há uma boa programação oferecida pelo Departamento Cultural da Associação Médica de Londrina e que pode, pelo menos, aliviar um pouco a tensão dos londrinenses.
Hoje, em Cinema em Video, será apresentado o filme A megera domada, com Elizabeth Taylor e Richard Burton. A partir de 17 horas. E na segunda-feira, em Encontros Musicais, os alunos da professora Mimi LÜck apresentarão Música em canto, uma programação ao vivo. A partir de 20h30. Em ambos os casos, a entrada é franca e a programação se desenvolve na sede central da AML, Praça 1º de Maio, 130.





