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Informe do Centro de Estudos Internacionais e Estratégicos (CSIS) indica que a estabilidade mundial está em risco se os governos da Europa e Japão não reformarem com urgência seus gastos com saúde e com o pagamento de pensões para a população que envelhece. De acordo com o estudo, os gastos públicos com pensões nos países desenvolvidos vão chegar a 13% do PIB em 2050, o que duplica as estimativas da Comissão Européia e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.
O Japão e as nações européias estão entre os países em que é necessária uma reforma urgente, segundo o estudo elaborado por Richard Jackson, diretor da empresa Gai Research. Segundo Jackson, o impacto do envelhecimento global terá repercussões que transcenderão os orçamentos públicos.
Esse fenômeno, garante o documento, promete reestruturar a economia, reorganizar os mercados financeiros, reformar a família, redefinir políticas e até mesmo alterar a ordem mundial. A redução das forças de trabalho, que deve ocorrer em breve, fará com que a recessão por envelhecimento seja a situação padrão em grande parte do mundo desenvolvido, indica o estudo.
Se os países desenvolvidos falharem em enfrentar a questão do envelhecimento, irão se arriscar a um futuro com aumentos lentos de salários e do padrão de vida das faixas mais pobres da população depois do pagamento de impostos, afirma o documento.
Feliz ou infelizmente, este não é só um problema da Europa, do Japão ou dos países desenvolvidos. Entre nós, no Brasil, em Londrina esta terra tão nova já se percebem os sinais do envelhecimento da população e já são patentes algumas consequências. E não se trata, apenas, de pensar em oferecer aos mais velhos diversão ou atendimento, mas de perceber que toda a estrutura da sociedade precisa ser modificada a partir da realidade de um aumento constante do total de pessoas mais velhas.
A atual estrutura social, no Brasil como no mundo, encara a questão apenas do ponto de vista da crescente necessidade de dispêndio de verbas para a assistência aos mais velhos, com preocupação natural face ao gasto com aposentadoria. Mas a questão é mais complexa: trata-se de pensar em termos de mercado de trabalho, levando em conta que os mais idosos continuam a disputar lugar com as gerações que vão chegando, obrigando inclusive a mudanças no planejamento dos governos. Só um exemplo: na medida em que a população envelhece, há necessidade de mais postos de assistência médica do que de escolas. Invertem-se os dados, modificam-se as necessidades.
Uma coisa é certa: os mais velhos não precisam ser um encargo. Podem continuar a ser membros ativos da sociedade desde que se modifiquem os conceitos sobre seu papel na comunidade.





