Praça
Palavrão novo
Repentinamente, o noticiário jornalístico foi invadido por um novo termo: pedofilia. Se alguém procurar a palavra em algum dicionário antigo, não vai encontrar. Não é um termo novo e na verdade a análise da palavra não revela o seu sentido. Pedofilia designaria amor ou interesse em relação às crianças. O contexto atual porém é outro. A palavra está ligada à exploração e, principalmente, ao abuso (notadamente sexual) das crianças.
E quando se observa o noticiário, a impressão é a de que este tipo de atitude é recente e só agora se manifestou. É um equívoco. Abusos contra as crianças, inclusive ou talvez principalmente de ordem sexual, fazem parte da História do homem.
O que acontece é que hoje estas atitudes são denunciadas, há uma vigilância maior da sociedade e uma consciência mais plena inclusive das vítimas. Não aumentou a exploração e o abuso, cresceu foi a percepção de cada um sobre seus direitos. O que é importante é precisamente ampliar cada vez mais a informação e garantir o respeito às crianças, com ação firme e objetiva contra todos quantos abusem delas, em casa ou nas ruas.
Pedofilia: a palavra pode ser nova, a prática é sem dúvida antiga e o ideal é que a sociedade humana combata esta atitude e ofereça às crianças a verdadeira preteção que elas merecem e reclamam.
Programação cultural
Hoje tem cinema na Associação Médica de Londrina. É a tradicional sessão de cinema em video que oferece, neste sábado, um faroeste antigo e famoso: Johny Guitar, com Joan Crawford e Sterling Hayden. Entrada franca e inicio às 17 horas.
Já na segunda-feira, vale rememorar que haverá um programa fabuloso nos Encontros Musicais: é um documentário sobre o violinista Isaac Stern. A partir de 20h30. Um pouco mais cedo, também na segunda-feira, a partir de 18h30, a Biblioteca Pública Municipal, no centro, oferece uma sessão de cinema na sala de vídeo. A atração desta segunda será Amistad, com comentários do grupo Consciência Negra. Só para lembrar, o dia 13 de maio é a data em que se celebra a Abolição da Escravatura. E o filme evoca a tragédia da escravidão.
Bueiros
As chuvas dos últimos dias mostraram que o problema dos bueiros entupidos continua. O tempo melhorou e agora é a hora de cuidar adequadamente da questão. Acontece, porém, que as coisas não ocorrem do modo como devem ser. Assim, enquanto há estiagem (e tivemos longo tempo sem chuva) ninguém se preocupa com o problema, apesar dos alertas. Daí vem a chuva, alagam-se as ruas, há prejuízos, todo mundo reclama. Quando o tempo volta a se firmar a questão cai no esquecimento.
Se os bueiros forem desentupidos agora, haverá menos problema quando voltar a chover. Não se nota porém qualquer disposição em enfrentar este simples desafio.





