Responsabilidade oficial

Quando se comenta problemas de sujeira da cidade, é possível sugerir idéias como o mutirão, propondo que todos nós apanhemos vassouras, esfregões, rodos e nos lancemos à tarefa de limpar nosso pequeno universo. Mas o quesito segurança, que está se tornando cada vez mais preocupante, não comporta este tipo de atitude. O povo não pode pegar em armas e sair por ai, ‘‘limpando’’ a cidade. No caso, a responsabilidade é oficial, é do Governo que precisa garantir à população as condições mínimas para viver.
E não é o que está acontecendo. Em Londrina, este ano, está ocorrendo um homicídio a cada 60 horas, mais ou menos. Pode-se também citar a agravante relativa ao fato de que ponderável parcela das vítimas de tais crimes está na faixa da juventude. Estamos vendo jovens sendo mortos e não podemos fazer nada.
Haverá sempre quem lembre que algumas das vítimas estariam envolvidas na marginalidade e que os crimes representam uma espécie de ‘‘queima de arquivo’’ ou algo semelhante. Pode até ser. Entretanto, como a legislação brasileira não aceita a pena de morte, é absurdo aceitar o homicídio, nas ruas, mesmo que de alguém que possa estar trilhando o caminho do crime.
Neste caso, só há um mutirão possível: a mobilização visando pressionar a autoridade no sentido de garantir aquilo que tem a obrigação de dar, segurança para a coletividade. É item obrigatório para o Estado, o cidadão tem o direito de exigir.
Quando se sabe que simples medidas preventivas, como a presença de policiais pelas ruas e de viaturas rondando pela cidade, servem para reduzir em muito o índice de criminalidade, tem-se que não é tão difícil ao Governo cumprir melhor sua parte. Uma questão, sem dúvida, de vontade política.

Sujismundo

Uma leitora veio contar uma cena que a deixou abismada. Estava no ônibus da linha 210, quarta-feira pela manhã, quando viu um senhor, aparentando uns 60 anos, bebendo uma cerveja, na lata. Considerou absurdo alguém beber assim cedo, mas até ai era uma questão individual. Mas quando o sexagenário acabou de beber, lançou a latinha pela janela do ônibus, com a maior desfaçatez.
Mereceria ser citado na campanha feita há alguns anos que destacava os ‘‘sujismundos’’, aquelas pessoas que jogavam lixo pelas ruas.
Mais um pouco de sujeira para esta cidade que realmente não precisa disto.

SOS para o CVV

Para poder continuar desenvolvendo sua atividade, que é a de oferecer apoio emocional às pessoas em crise, o CVV-Londrina programou, em caráter de urgência, um novo curso para a seleção e preparação de voluntários. O curso será realizado a partir do próximo dia 21, terça-feira, prosseguindo até a sexta-feira, das 19 às 22 horas, na Associação Médica de Londrina, Praça Primeiro de Maio, 130.

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