Fim de festa


Irritação é pouco. A senhora Cássia estava furiosa quando veio à Praça para reclamar da situação de sujeira em que viu as cercanias do Moringão, ontem. Mostrando saber que no domingo houve uma grande (e concorrida) festa no local, a leitora pondera que não tem nada contra promoções de qualquer tipo. ‘‘O problema – insiste – é a sujeira que se deixa’’. ‘‘Certamente – ela pondera – os promotores da festa vão dizer que, afinal, pagaram o aluguel ou o que quer que seja e que, assim, quem deveria cuidar de limpar tudo depois seriam os responsáveis pelo Moringão. Mas e o senso de cidadania? E a responsabilidade objetiva de todos e de cada um?’’.
Com a simplicidade e clareza de uma dona-de-casa, a senhora Cássia insiste em que limpar o local depois da festa representa parte essenscial da realização. ‘‘O que não pode é um local que pertence à coletividade, o que inclui as cercanias, ficar imundo, cheio de sujeira, como uma casa abandonada’’, completa a furiosa leitora.

Panorama igual

Infelizmente, o quadro visto pela leitora nas cercanias do Moringão não é único. A cidade está muito suja. A chuva que aconteceu nos últimos dias serviu para limpar alguns locais. Mas há outros, em muitos pontos da cidade, verdadeiramente imundos. A demora na solução dos problemas relativos à licitação da coleta de lixo pode ser responsável por parte disto. Todavia, há também uma parcela a ser debitada aos próprios moradores. Há sujeira nas calçadas de casas (e isto é responsabilidade de quem mora lá), há bueiros entupidos e cheios de sujeira, parte provocada pela natureza, como folhas de árvores, outra causada por cidadãos (ou cidadãs) que, irresponsavelmente, varrem o lixo para o meio-fio e o deixam lá. O resultado é natural: o lixo vai para os bueiros que entopem e, quando chove – como aconteceu recentemente – provocam alagamentos.
Insisto em uma afirmativa feita há alguns dias: Londrina está reclamando um mutirão de limpeza. Vale lembrar sempre uma frase famosa no passado: Cidade limpa, povo civilizado! Penso que a recíproca é verdadeira.

Feira do Produtor

Está funcionando, na Praça Marechal Floriano Peixoto, centro (a famosa praça em que se hasteiam as bandeiras em feriados cívicos) a Feira do Produtor com uma série de produtos de qualidade, feitos pelos próprios expositores. Tem pão, tem doce, tem ervas, tem tudo. Esta semana tem até flores para o dia das mães.
A Feira funciona até sexta-feira. Abre todos os dias às 9 e permanece até 17 horas. Na sexta-feira, fecha às 18 horas. Mas tem um detalhe: a responsável pela barraca de flores disse que vai estar aberta também no sábado.
Vale a pena passar, ver e comprar.

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