O grande sócio


Artigo publicado na edição de ontem da Folha, de autoria do presidente do Conselho Deliberativo da ADVB, Miguel Ignatios (à página 2) sobre a carga tributária que atinge o brasileiro, deveria merecer a mais ampla consideração. Ali, o articulista revela que a carga tributária incidente sobre a produção, o consumo e a renda no país atingiu, em 2001, a marca recorde de 34,5% do PIB.
Impressionante sob qualquer ótica, revelador mesmo de um fato que vem sendo repetido: os brasileiros, trabalhadores ou empresários, têm um grande e voraz sócio: o governo, em seus três níveis. Um terço do que se produz (ou recebe, no caso dos assaslariados) vai para o governo. O cidadão trabalha quatro meses por ano para pagar impostos.
Seguramente, haverá quem pergunte o que tem esta Praça a ver com isto, uma questão, aparentemente, econômica? A resposta salta aos olhos: esta é uma questão de cidadania. Pagamos impostos, o que é normal numa sociedade. Vale lembrar sempre o que dizem os norte-americanos quando assinalam que ‘‘a morte e os impostos são coisas das quais ninguém foge’’. Mas e a contra-partida disto? Paga-se imposto para viver em sociedade e receber do governo aquilo que ele deveria garantir: saúde, educação, segurança, saneamento básico, moradia, entre tantos. Tudo ou quase de péssima qualidade.
Essa carga tributária é asfixiante. A resultante é, inclusive, esta crise que o Brasil enfrenta. Lamentavelmente, embora estivesse no cerne mesmo do Plano Real, a reforma tributária que se reclamava não aconteceu. Os governos preferem aumentar aliquotas ou criar novos impostos ao invês de mudar a situação, reduzir a carga para os que pagam, agindo no sentido de reduzir a sonegação ou diminuir a máquina estatal.
Se não houver um redespertar da cidadania, restaurando a luta por uma reforma tributária eficaz, o quadro continuará assim, com o brasileiro trabalhando cada vez mais para sustentar este ‘‘sócio’’ que o está consumindo.

Maio na Biblioteca

A Biblioteca Pública Municipal de Londrina divulga o calendário de suas atividades para este mês de maio, com muitas opções, entre as quais a exposição de fotografias ‘‘Clic seu amor por Londrina’’, que será aberta no dia 6. Estão programados, também, os lançamentos de dois livros: no dia 16, na série Cronistas de Londrina, será lançado o livro ‘‘Jardineiro de flores estranhas’’, do poeta e jornalista Nelson Capucho. E no dia 24, como já havia antecipado, o lançamento do livro ‘‘Resgate jornalístico’’, de autoria do titular desta Praça.
Tem também muitas exibições de vídeos inantis, filmes e um Festival Mazzaropi, todas às terças e quintas-feiras, a partir das 14h30, na sala de vídeo.

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