Praça
Zona Azul noturna
É para provocar muita polêmica o projeto que a Câmara Municipal vai discutir e que prevê a implantação da Zona Azul também no período noturno. Como de hábito, a intenção parece a melhor possível: trata-se de garantir mais segurança para o motorista que deixa o carro no centro. Como o projeto também leva em conta a situação dos moradores nos prédios do centro, que seriam isentos do pagamento, a impressão é a de que a idéia é realmente a prova de questionamento.
Todavia, não é bem assim. Pode-se começar com esta questão da segurança, valendo sempre repetir que não é o cidadão que tem de se preocupar com isto. Quem deve garantir segurança é o Estado. O projeto muda isto. Mais uma vez será o contribuinte (afinal, é certo que a quase totalidade dos que usam ou possuem carro é contribuinte) quem terá de pagar pela própria segurança.
Ponderar que com isto haverá também maior seleção, evitando-se os flanelinhas ou guardadores que estão por toda parte na cidade é também discutível. Sim, há queixas sobre este tipo de serviço atualmente prestado pelos guardadores de carro, que muitos consideram quase um tipo de chantagem. Com a regulamentação, seriam afastados os aparentemente perigosos. Mas o motorista teria de pagar de outro modo pela segurança. E, segundo se informa, iria pagar mais do que o valor cobrado na Zona Azul que vigora durante o chamado horário comercial.
Já há até quem esteja reclamando desta nova limitação para o famoso direito de ir e vir, que está na Constituição. Se a pessoa precisa pagar em via pública para estacionar o seu carro, já está sendo cerceada em seu direito. Quem quer segurança usa algum dos muitos estacionamentos particulares que existem pela cidade, notadamente na área central. Como, porém, a Zona Azul já está quase que institucionalizada, servindo até para dar uma atividade a menores carentes, não se vai discutir esta situação. Mas ampliar a restrição, realmente, representa mais um encargo sobre o já tão sobrecarregado cidadão brasileiro.
Dia do Trabalho
O hábito é antigo. As pessoas olham o calendário e dizem hoje é feriado, sem qualquer preocupação com o motivo dele. Feriado é feriado, dia em que não se trabalha, podendo até ser aproveitado para um longo período de folga (como fazem alguns dos representantes do povo).
Mas é diferente. Cada feriado tem um motivo e o de hoje é da mais alta importância. O Dia do Trabalho (ou do Trabalhador) existe para lembrar as grandes lutas do cidadão ao longo dos tempos no sentido de obter a valorização e o reconhecimento da atividade remunerada. Muitos se sacrificaram para que, hoje, a gente pudesse festejar. Não é um dia comum, não é apenas uma parada bem recebida no meio da semana. É a data comemorativa à valorização do trabalho humano.





