A carta do leitor Daniel Gaziri, publicada na edição de ontem, traz à tona, novamente, a questão da segurança na cidade ao tempo em que remete para a simplicidade da possivel solução para o problema apontado.
O sr. Daniel comenta em sua carta uma situação muito comum, infelizmente: pessoas que buscam descanso em locais públicos e se sentem ameaçadas por ameaçadores grupos de aparentes marginais.
O final do relato do leitor não é apavorante. Ele e os que o acompanhavam não sofreram nada, porque acabaram se protegendo junto a outro grupo de pessoas. Entretanto, isto não é o suficiente, como o sr. Daniel destaca quando fala de sua revolta diante da insegurança, lançando ainda a pergunta natural: ‘‘Seria tão difícil colocar neste local público um policiamento efetivo, que inibisse fatos como o relatado acima? ’’
Já está mais que provado que a simples presença de duplas de policiais militares em locais públicos (caso do Zerão e de tantos outros) inibe de modo quase total a ação de marginais ou de vândalos. Isto foi percebido recentemente no Zerinho após reclamações sobre a insegurança ali. A presença de uma dupla de policiais no local reduziu quase totalmente a incidência de atos violentos.
Segurança é uma obrigação do Governo do Estado. Sabe-se que há falta de recursos para atender às necessidades, mas no que diz respeito à questão da segurança não há como aceitar desculpas. O cidadão não tem como se proteger sozinho diante de marginais, armados ou não. O que foi relatado pelo sr. Daniel acontece com muita gente. E há também muitos assaltos, ataques, vandalismo ocorrendo no Zerão e em tantos outros pontos, por falta de polícia no local. É mais que justo reclamar providências em tal sentido.

Perigo nos ares

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