Não, não há equívoco. O título acima está certo. Para explicar exatamente o que isto significa, transcrevo a carta enviada pela senhora Amélia a respeito do projeto Viva Vôlei e do que aconteceu com as filhas dela que acreditaram nas notícias sobre o referido programa:
‘‘Quando li no jornal, sexta-feira passada, sobre o projeto Viva Volei, do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que atende gratuitamente crianças de 10 a 14 anos, fiquei muito interessada em colocar minhas filhas. Na segunda-feira, pedi para a minha irmã levá-las para iniciar as atividades; chegando lá, verificou-se que a pessoa que deveria fazer as inscrições não se encontrava no local mas, mesmo assim, elas fizeram alguns toques com a bola e ficaram muito animadas com a nova atividade que teriam’’.
‘‘Na quarta-feira – continua dona Amélia – que seria a segunda aula, também não havia ninguém para fazer a inscrição e ai aconteceu o absurdo: como a TV estava lá para filmar, colocaram três meninas, que já sabiam jogar vôlei, para dar saques e manchetes e o resto ficou a catar as bolas pra elas aparecerem. A revolta das meninas foi muito grande, mas a professora fingiu que nem notou nada e ignorou a reclamação delas. Agora, eu pergunto, essa é a maneira de incentivar crianças a praticar esportes?’’
Completando, escreve a leitora: ‘‘As minhas filhas se recusam a voltar para aprender a jogar vôlei e as amigas delas também, com certeza. Também liguei várias vezes para falar com o professor Marival, coordenador do projeto, mas não consegui falar, pois ou ele estava em reunião ou estava dando aula. Eu sou muito favorável a que minhas filhas e as amigas pratiquem esportes, mas é preciso também que haja um incentivo e não pessoas mal preparadas que só querem aparecer e não pensam nas crianças de 10 a 14 anos que estão na fase de procura de algo que elas não sabem o que é e que cabe a nós adultos, mães e professores, mostrar os vários caminhos para que elas escolham o que melhor cabe a cabe um’.
Creio que não há necessidade de qualquer comentário. O desabafo de dona Amélia, certamente também o de muitas outras mães, fala por si.

Basquete na TV

mockup