Está chegando a Semana Santa, uma das épocas mais importantes do calendário religioso cristão. A celebração da morte e ressurreição de Jesus marca, sem dúvida, o ponto culminante do cristianismo pois, como enfatizam os religiosos, ‘‘não há ressurreição sem a morte’’. É uma época que sugere muita reflexão e aprofundamento diante da vida e seus mistérios, da morte como uma consequência natural e da destinação maior do ser humano que tem corpo perecível e alma imortal.
Como tem ocorrido cada vez mais, numa época de materialismo, muita enfâse é dada aos presentes, aos ovos de Páscoa principalmente, símbolos mesmo do momento final (e maior) da Semana Santa, às determinações sobre o consumo de peixes no lugar de carne. Todavia, é inegável que sem desconsiderar a importância dos presentes, que exprimem a alegria pela vitória de Jesus sobre a morte, ou até dos eventuais sacrifícios alimenticios, não se pode perder de vista todo o significado da Semana, seus ensinamentos sobre a importância da vida calcada nos ensinamentos do Cristo.

Os donos do mato

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