Londrina e Oscar


Os narradores do SporTV, canal da rede a cabo que transmitiu o jogo de basquete entre Londrina e Flamengo, semana passada, não entendiam o motivo da hostilidade da torcida em relação ao jogador Oscar. É que eles não leram a Folha da sexta-feira. Talvez então entendessem que o grande jogador brasileiro tem sido alvo da ira do torcedor local porque quando joga aqui tem se mostrado prepotente e mal educado.
Londrina é uma cidade que recebe bem não só o visitante mas também aquele que vem aqui se instalar. O que não aceita é a pessoa que quer ser mais que as outras, que não respeita ninguém. É o que Oscar fez por aqui sempre que jogou contra o time local.
Na verdade, sem esquecer todas as glórias do atleta, é certo que Oscar se mostra um péssimo desportista em qualquer quadra. Quase sempre leva faltas técnicas e se não as recebe em maior número é porque os árbitros se intimidam pelo nome dele. Em outros lugares, isto passa. Por aqui, não.
Na próxima sexta-feira, Londrina vai estar de novo na tela do SporTV, com o jogo do time local contra o Vasco. Será possível ver que hostilidade igual à observada na semana passada não se repete. O Vasco é adversário, mas seus jogadores tem comportamento diferente na quadra. Salvo o técnico Hélio Rubens, claro, outro ‘‘bronquinha’’ que, porém, fica longe da má educação do Oscar.

Árvores

As árvores estão cada vez mais altas e, com isto, atingindo os fios de energia por vários pontos da cidade. Há momentos em que o cidadão fica com medo, ouvindo o ruído provocado pelos fios em contato com as árvores. A impressão é que as autoridades gostariam muito que nosso clima fosse similar ao do Hemisfério Norte. Por lá, como se sabe, no outono as árvores perdem as folhas. Se isto acontecesse por aqui, haveria um problema a menos: não seria necessário podar as árvores. Claro, haveria um problema adicional representado pela sujeira que ficaria pelas calçadas. Mas como calçadas devem ser limpas pelos moradores, restaria aos responsáveis varrer, apenas, os locais públicos.
Enfim, como entre nós as árvores crescem o ano todo, o ideal (e necessário) é que se ataque o problema do único modo possível: podando as árvores para prevenir outros problemas.

Mato

Quem pensa que o único problema do Igapó 2 é a falta de água, porque o lago foi esvaziado para resolver sabe-se lá que dificuldade, engana-se. Tem tanto mato nas beiras do lago que nem se percebe que ali não existe água. Se podar as árvores é difícil, roçar a mata que está cada vez mais densa, deve ser um pouco mais fácil.

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