Praça
Que alívio!
Terminou a greve nas universidades. Ufa! Foram quase seis meses de paralisação com tudo o que decorre de tal situação. Para quem questionou o fato de a Praça não haver praticamente comentado a questão, há explicações: a coluna voltou em dezembro, meses após o movimento ter eclodido. Na época, parecia inadequada uma posição que não abrangeria todas as facetas do assunto. Ficamos aqui, como boa parte da população, esperando que prevalecesse o bom senso e a situação encontrasse uma solução. Escrever que Londrina precisa da universidade é repetir o óbvio. Insistir nos problemas surgidos com a greve é desnecessário. O negócio é esperar o recomeço pleno das atividades, a volta dos alunos às aulas, a retomada de todo o trabalho vital que a UEL desenvolve, a realização do vestibular. Mas, principalmente, o que se pode desejar é que haja respeito pelo trabalho dos que fazem a UEL.
Chega a ser até repetitivo, mas talvez nunca seja demais enfatizar que país que não cuida da educação de seus jovens, não tem futuro. Precisamos mudar completamente a situação, para que haja efetiva esperança para todos nós.
Apelo
Carlos e Vera tinham um filho. Agora têm quatro. Vera teve trigêmeos. Carlos trabalha numa empresa de transporte coletivo urbano. O casal está enfrentando sérias dificuldades para dar conta dos três meninos que chegaram. Muita gente tem ajudado com o que é possivel: leite, roupas, fraldas, apoio à família. Quem quiser fazer parte desta corrente de auxilio pode levar doações para o casal, na Avenid Benjamin Sibernec, 359, no Jardim Leblon, próximo ao Distrito de Warta. Poderá conhecer só dois dos trigêmeos, porque um está hospitalizado. E prestará uma ajuda importante, qualquer que ela seja.
Sujeira
A cidade está suja. As chuvas pararam e o que se ve por toda parte é muita sujeira. O Zerinho, na área central, está assim. O Calçadão, também.
A gente pode ver, pelas ruas, muitas bitucas de cigarro, o que é mais um ponto negativo para os fumantes. Tem também papel pelas ruas, apesar da existência de lixeiras que estão pela cidade justamente para que não se joguem coisas pela rua. Se a população ajudasse, talvez houvesse menos sujeira. Ainda assim, é obrigação das autoridades garantir a limpeza de modo geral.
Casa suja dá a impressão de uma dona-de-casa desmanzelada; cidade suja, diz muito mal de toda a comunidade e dos governantes.
Estélio Feldman





