Praça
O problema das árvores
Diante das muitas reclamações que tem sido feitas sobre árvores doentes pela cidade, o responsável pela AMA, Luiz Eduardo Cheida, entrou em contato para informar sobre o que tem sido feito a respeito desde o ano passado. Ele revela que em 2001 foram erradicadas, em Londrina, 3 mil árvores. O total ganha dimensão quando em comparação com o que ocorreu em 2000, conforme Cheida, quando foram erradicadas apenas 200 árvores. Isto significa, usando-se a simples matemática, que em 2000 foram eliminadas 1 árvores a cada dia e meio, enquanto que no ano passado houve a retirada de 1 árvore a cada 20 minutos.
Adicionalmente, Cheida revela que o trabalho feito em 2001, que representa, no que tange à eliminação de árvores doentes, 15 vezes mais, se realizou com a mesma estrutura que a AMA tinha antes da posse da atual administração. Ademais, também foram tratadas milhares de árvores, no período.
O titular da AMA ainda assinala que apesar das preocupações anunciadas na Praça pelos leitores, é difícil saber se uma árvore está ou não em condição de tal modo crítica que vai cair. Em cada caso, é necessário o exame dos técnicos, o que também demanda tempo.
Uma das preocupações do órgão, segundo Cheida, é modificar a própria mentalidade do brasileiro (não é uma prerrogativa dos londrinenses) relativa à cultura destrutiva em relação ao meio ambiente. A AMA, conforme seu responsável, está tentando modificar esta mentalidade e precisa que a população passe a acreditar no organismo e em sua real disposição de melhorar a situação ambiental em Londrina.
Buraqueira lá fora
Dona Lúcia, que tem feito uma série de queixas, veio desta vez fazer um comentário diferente. Como há muita gente reclamando dos buracos nas ruas da cidade, ela veio contar que a situação na vizinha Rolândia é pior. Ela precisou ir àquela cidade para resolver alguns problemas e conta que seu carro sofreu muito pelas ruas da sede do município.
Possivelmente a situação em Roiândia é pior que em Londrina. E não se discute que em outras cidades possa haver ainda mais buracos nas ruas. O certo é que esta comparação não melhora em nada o quadro local, nem anima muito quem tem de enfrentar a buraqueira local. O que se pode concluir disto é que o problema é comum a muitas cidades. Mas o que o londrinense quer (o que até se pode compreender) é que se resolva a questão por aqui.
De qualquer modo, como a Folha também circula por Rolândia, vale o registro e a queixa para as autoridades municipais competentes.
Estélio Feldmann





