‘‘Sei que voce acha que Londrina tem muitos semáforos. Mas a verdade é que não percebo nenhuma outra solução para o trânsito maluco deta cidade’’, escreve a leitora Maria Cristina para reclamar de um ‘‘cruzamento muito perigoso’’, na esquina das ruas Espírito Santo e São Paulo, bem na área central.
A leitora observa que a esquina tinha tudo para ser menos perigosa, lembrando que a rua São Paulo termina um quarteirão à frente, na rua Alagoas, e que a sinalização existente para quem vem por ela é muito boa. ‘‘Mas os motoristas não parecem dar muita atenção aos sinais e o que se observa é que há pelo menos 2 a 3 acidentes por semana no cruzamento’’, revela. E completa insistindo em que, segundo sua ótica, a única alternativa para reduzir o perigo ali seria a instalação de um semáforo.
Nem dona Maria Cristina nem os leitores que me acompanham desconhecem o fato de que não gosto muito de semáforos, mais esquecendo que Londrina deve ser a cidade brasileira com maior número de tais sinais por quarteirão. Entretanto, a observação mais simples revela que, feliz ou infelizmente, eles representam atualmente (ainda mais com a proibição das lombadas) um dos únicos inibidores da loucura do trânsito, Multas, a gente sabe, não resolvem, por mais elevadas que sejam. O motorista sempre pensa que não vai ser apanhado – no que está quase sempre certo – como tem um mecanismo de defesa que lhe assegura que jamais sofrerá um acidente fatal. O negócio então é, gostando ou não, pedir semáforos e endossar a solicitação de leitora para que se instale um deles na esquina da Espírito Santo com São Paulo.

Poda de árvores

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