Diante do bárbaro assassinato do prefeito de Santo André, acontecem as até naturais reuniões e debates entre autoridades, com o governador de São Paulo indo a Brasília para falar diretamente com o presidente da República. E, como também é comum, todos falam a mesma língua, sugerindo mais penas para os responsáveis por tais crimes. Prisão perpétua é uma das idéias, não sendo de duvidar que comecem também a cogitar da pena de morte.
O problema, porém, é que antes de aplicar tais ‘‘severas’’ penas seria preciso identificar e prender oa autores dos crimes. Ademais, não se pode esquecer que prender só não resolve, porque boa parte dos criminosos presos foge. Outra coisa: se as polícias, no país todo, cumprissem os mandados de prisão existentes, não haveria cadeia suficiente. E construir mais presídios, mesmo os tais de discutível ‘‘segurança máxima’’ não seria a solução.
O que se reclama, e não só em Santo André e nem também apenas porque um prefeito foi assassinado, é que haja investimentos sólidos, maciços e urgentes em segurança pública. O Brasil todo é uma insegurança só. A violência campeia tanto nos Estados mais adiantados ou nas cidades mais ricas quanto em unidades mais pobres ou nos municípios menores. E não serão penas mais severas que vão mudar este quadro.

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