Mais ônibus


O senhor Adenoel Santana viaja muito para São Paulo e gosta de ir durante o dia. Normalmente, compra passagem antecipadamente. Mas esta semana, por uma série de problemas, não pôde fazê-lo. Quando foi à Rodoviária, não encontrou mais passagens. Ele ficou sabendo que há poucos ônibus para São Paulo no período da tarde. O leitor entende perfeitamente que existe uma oferta mais ou menos similar à procura. Mas observa que o que acontece com ele pode ter ocorrido com outros e pede que as empresas abram mais horários a fim de atender ao interesse dos viajantes.

Cartão de crédito

Um leitor veio com uma questão diferente. Conta que tem meia dúzia de cartões de crédito e que não pretende se queixar dos juros, explicando que sabia disto quando os aceitou. Também é claro ao afirmar que durante o tempo que os utilizou eles o ajudaram a equilibrar as finanças precárias em que vivia.
O que acontece é que, agora, tendo se aposentado (e, com o FGTS pagou os débitos todos) ele não precisa mais deles. Nem, como pondera, diante da queda nos seus rendimentos, terá como usá-los. E o problema que enfrenta é este: liga para as operadoras, pede cancelamento e os que o atendem insistem em que mantenha o cartão. Suspendem até anuidades. Mas ele diz que quer cancelá-los.
Parece que uma opção é procurar o Procon. Ou insistir nos telefonemas que, pelo menos, não custam nada poraque são do 0800.

Conversas no Terminal

Para se ter uma idéia sobre o nível que já atingiu a questão dos assaltos a ônibus, basta ficar pelo Terminal Rodoviário Urbano, ouvindo conversas dos motoristas enquanto esperam para iniciar novas viagens. Foi o que o senhor Rodrigo fez e veio contar. Disse que o que mais falam os que trabalham com ônmibus é sobre as experiências pessoais em relação aos assaltos. ‘‘Levaram cincão de mim’’, diz um, enquanto outro informa que ‘‘o ladrão fugiu a p钒.
Falam como de um acontecimento normal, comum, o que infelizmente é o que está acontecendo. Pior, não se nota, conta o leitor, qualquer esperança sobre mudança na situação. O que cada um revela, apenas, é a vontade de escapar ileso da experiência. Mas, infelizmente, se não houver medidas mais concretas de prevenção, podem acontecer coisas piores em relação às vítimas. E há que pensar também nos passageiros que até agora não tem sido molestados, o que, porém, ninguém garante que vai continuar.

Estélio Feldman

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