É, no mínimo, discutível, a afirmação do chefe interino da Polícia Federal de Londrina, delegado Nilson Souza, que disse, conforme a Folha publicou quarta-feira, que a causa do aumento da violência na cidade é o desemprego. Não se pode afirmar de modo taxativo que o aumento de homicídios, assaltos, furtos e roubos seja consequência exclusivamente do tráfico de drogas. Mas, sem dúvida, colocar tudo na conta da falta de emprego é, inclusive, um equívoco pernicioso.
O desempregado não é um marginal em potencial. Houve uma época, há 50 anos, em que quem não tinha registro em carteira de trabalho (ou não tinha meio de comprovar algum tipo de atividade, valendo até ser estudante) podia ser enquadrado (e preso) por vadiagem. Mas hoje, nem isso é aceitável. Os brasileiros querem trabalhar. O desemprego é um problema conjuntural, social, não, de modo algum, policial.
Matar não é opção para quem não tem emprego. Roubar ou furtar, também não. O desempregado, na maioria, nem sequer se torna pedinte. Tentar vincular a questão da falta do emprego com a violência é o modo inadequado de enfocar ambos os sérios problemas com que a sociedade se defronta aqui como em quase todo o Brasil.
Comércio hoje
Hoje, o comércio do centro da cidade vai estar aberto das 8 às 18 horas. Espera-se que o tempo ajude e que as pessoas possam sair e fazer as compras, aproveitando bem o dia.
O centro de Londrina precisa, muito, de revitalização e seu funcionamento aos sábados ajuda muito. É claro que muitas outras medidas são necessárias, mas, como dizem alguns, toda caminhada começa com o primeiro passo.
Caçambas na zona azul
Um leitor fez a pergunta: as caçambas (aquelas que ficam colocadas por toda a parte, servindo para recolher entulhos, principalmente, em construções ou reformas) que estão colocadas na área da chamada zona azul, pagam estacionamento? Ele mesmo respondeu, porque foi se informar: Não.
Levando em conta o fato de que estacionar, em Londrina, é um problema imenso, e que a zona azul tem também uma finalidade filantrópica é de questionar o caso. Afinal, a caçamba tira vagas que seriam destinadas ao estacionamento, atrapalha muito em alguns casos, e não paga nada, permanecendo por longo tempo nas ruas. Um assunto para ser pelo menos discutido.

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