PRAÇA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Estélio Feldman 
Coleta de lixo
Terça-feira, dia de Natal, não houve coleta de lixo em Londrina. A gente entende, era uma data importante e as pessoas têm o direito de passá-la com os parentes e amigos. Entretanto, isto criou uma situação complicada porque as pessoas que moram nas ruas que ficaram sem coleta tiveram de armazenar lixo por cinco dias desde sábado até a noite de ontem. Um problemão, ainda mais porque domingo é uma data em que se produz muito lixo, sem contar a véspera e o Natal. Quer dizer, foi preciso guardar um monte de lixo em quintais, áreas de serviço ou em outros locais.
Com certeza, isto vai se repetir na próxima semana porque o feriado de
ano-novo também ocorre numa terça-feira. Muito lixo será produzido e as famílias vão ter que conviver com ele por cinco dias. Em termos de limpeza e de saúde, não é uma situação agradável. Seria bom pensar que, a exemplo de tantos outros profissionais que trabalham em feriados (como médicos, farmacêuticos, até mesmo jornalistas da Folha), talvez se devesse cogitar de alguma alternativa para evitar esse tipo de situação para uma grande parcela da população londrinense.
Trabalho médico
Na edição deste mês da revista da Associação Médica de Londrina, a informação sobre o início, pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital Evangélico de Londrina, de um trabalho para a detecção de problemas auditivos em recém-nascidos. É trabalho inédito na região de Londrina, idealizado e conduzido pelo otorrino Flávio Oliveira Filho. Será baseado numa triagem auditiva dos recém-nascidos normais e de risco, havendo maior enfoque neste segundo grupo que inclui bebês com peso abaixo de 1.500 gramas, icterícia neonatal, prematuridade, infecções intra-uterinas, entre outros casos. Um trabalho valioso que poderá prevenir futuros problemas para as crianças. Prevenção, o grande nome para se superar dificuldades para o ser humano, em todos os setores.
A não realização do vestibular pela UEL, no começo do ano, constitui um enorme prejuízo para muita gente. A começar, claro, pelos jovens que esperavam a oportunidade de ingressar na universidade. Independente das razões, fica a dúvida sobre quem é que poderá (ou deverá) se responsabilizar pelo prejuízo de alguns milhares de jovens estudantes. Isto sem contar também as perdas (importantes) para muitos segmentos produtivos da cidade, entre os quais hotéis, pensões, restaurantes, ambulantes.


