PRAÇA - Viajando e comparando
Viajar é, quase sempre, algo prazeroso. Só é ruim quando a viagem é por motivo de saúde ou por problemas familiares. De outro modo, viajar vale a pena. É uma ocasião para descansar, descontrair, esquecer os problemas do cotidiano. Mas, mesmo em viagem, há uma certa força que leva a pessoa a ficar fazendo comparações.
Uma viagem a Porto Seguro, o berço da História brasileira, oferece, embora possa parecer incrível, oportunidade para muitas comparações. A começar pelo aeroporto.
Porto Seguro vive, hoje, do turismo. E possui, inegavelmente, uma estrutura bem completa no sentido de oferecer condições excelentes para o turista, de modo geral. Mas seu aeroporto deixa a desejar. O de Londrina, com as reformas recém-concluidas, se mostra muito mais acolhedor, moderno e completo que o daquela cidade baiana. Deveria e precisaria receber muitas melhorias para atender aos milhares de turistas que passam por lá praticamente todos os dias.
Em outro detalhe, Porto Seguro lembrou um pouco Londrina: do centro até Cabrália, usa-se uma estrada. Não se sabe se é válido dizer que há muitos buracos na estrada ou se os buracos é que são cortados por um pouco de asfalto. Fez lembrar certas ruas de Londrina e lamentar não poder fazer pelo menos uma Praça em algum jornal local, para ponderar que os buracos na pista de uma estrada dentro de uma cidade turística realmente não ficam bem.
Para que ninguém pense que só há críticas, o Calçadão central, onde funciona a Passarela do Álcool, é o que há de fabuloso para passear, fazer compras ou comer. Os administradores de Londrina poderiam aprender muito com o que se faz naquele Calçadão, local em que as pessoas podem passear com enorme tranquilidade, apesar da presença contínua de muita gente. O pessoal que trabalha nas lojas e nos quiosques, de modo geral, igualmente, trata de modo cálido os visitantes.
Curioso é perceber que, embora faça muito calor por lá, o calor de Londrina é muito mais opressivo. Falta a brisa (em certos momentos a ventania) proporcionada pela presença do mar.
Uma coisa que Londrina poderia aprender, sem dúvida, seria aproveitar melhor o seu próprio potencial turístico. Não temos o mar, nem as praias. Mas se Porto Seguro (e toda a área) tem História para mostrar, nós por aqui poderiamos aproveitar o potencial da mística de Londrina e do norte do Paraná. Somos carentes até em cartões postais. O fotógrafo Daniel Martinon Filho tem tentado fazer um trabalho nesse sentido, preparando belos postais. Mas tem lhe faltado apoio para desenvolver mais esta iniciativa.
Londrina poderia, inclusive, explorar mais e melhor o esporte, que tem sido um excelente modo de divulgar as coisas de qualquer cidade. Este porém é um tema que reclama mais espaço.





