A nossa feira
A feira do produtor, que comercializa muita coisa feita pelos londrinenses, que vinha sendo montada todas as primeiras semanas de cada mês na Praça Marechal Floriano Peixoto teve que mudar, por causa das reformas. Foi para o Calçadão, lá ao lado do Coreto. Também as feiras de produtos da época, como as de uva, morango e tantas outras, foram para lá. Até ai, tudo bem. Os produtores gostaram, tem mais trânsito. O público ficou contente. Parece, porém, que as autoridades municipais não tiveram a mesma opinião. A informação é a de que as feiras não voltam mais, nem para o produtor de todo mês, nem para os que tinham o espaço para vender sua produção.
Os produtores estão fazendo abaixo-assinado. Todo mundo assina. Ninguém entende a falta de sensibilidade. As feiras são importantes para os produtores e também para os consumidores. Com elas, entre tantas outras coisas, Londrina resolveu para muitos um dos grandes problemas, o do atravessador, aquele que compra no sítio e vende na cidade, com muito lucro, sem fazer nada.
As feiras devem continuar. Num tempo em que se fala em trabalho e emprego, fica complicado entender um tipo de redução como este.

As uvas
Por comentar as feiras, vale uma informação a respeito da Feira da Uva que, no passado, começava por dezembro e ia longe. Produtores informam que houve atrasso e que a uva local vai começar a chegar em fevereiro. Precisa local para ser levada ao público. E o local é a feira popular que, aliás, pode continuar onde está. Feirantes já comentaram isto, entendem que perto do Coreto é melhor que na praça. Tudo bem, contando que continuem.

Mudar sem mudar
Mudou o sistema de transporte coletivo urbano, em Londrina. Mudou? Foi feita uma licitação que foi vencida por TCGL e Francovig. Quer dizer, as mesmas que operavam até agora e ganharam mais 15 anos para explorar o serviço.
O serviço não é ruim. Mas não é o que poderia ser. Ambas as empresas sabem disto e podem, nesta nova etapa, ainda mais com 15 anos garantidos, trabalhar mais, melhorar, oferecer mais conforto e atenção ao usuário. Tem também a grande oportunidade de conseguir mais usuários, tirando carros das ruas, melhorando tudo. Mas, naturalmente, elas precisam melhorar primeiro: mais ônibus, mais linhas, melhor atendimento, menos veículos lotados. Quem sabe, haverá mesmo melhorias para o usuário londrinense!

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