PR vira referência nacional no esporte
PR vira referência nacional no esporte
Revista Veja destaca parceria entre iniciativa privada e governo, que garantiu sucesso do Rexona e atrai novos projetos
Da Redação
Arquivo FolhaRexonaO time campeão da Superliga Feminina de Vôlei representa o sucesso do projeto do governo para o esporteO título de campeão da Superliga Feminina de Vôlei do Rexona representa uma vitória dupla. Traduz não só a campanha impecável da equipe do técnico Bernardo Resende, o Bernardinho, mas também a consolidação de um projeto inovador na área do esporte. E que começa a transformar o Paraná no mais importante centro esportivo do país.
A novidade do projeto é a parceria, sem paternalismos, entre o poder público e iniciativa privada. Assim como a equipe do Rexona é patrocinada pela empresa Gessy Lever, outras dezenas de equipes também são sustentadas por empresas. Em outros Estados onde isso acontece, no entanto, quase nenhuma das empresas cumpre função social. Ou seja, poucas estendem os benefícios desse patrocínio para além da quadra onde seus atletas treinam.
O Paraná faz diferente. O sucesso do Rexona nas quadras é só a ponta de lança de um projeto que alcança 3.200 jovens em todo o Estado. São dezenas de centros de excelência em vôlei onde governo e Gessy Lever desenvolvem papéis diferentes, mas complementares.
A empresa cede os equipamentos esportivos e treina os professores. O Estado entra com a cessão de quadras e mão-de-obra. Ou seja, os professores são do Estado. Mas para ensinar vôlei às crianças e jovens, eles são treinados por técnicos experientes, como o próprio Bernardinho, pagos pela Gessy Lever. As bolas e uniformes também são financiados pela Gessy. Já as quadras, local onde eles são utilizados, o Estado constrói e recupera.
O governo do Paraná já investiu R$ 13,5 milhões na construção e recuperação de quadras (leia texto nesta página). Desse total, R$ 1,5 milhão foi aplicado na reforma do Ginásio do Tarumã. A Gessy Lever investe R$ 4,5 milhões por ano no projeto.
Outras modalidadesSob o título Jogada simples, a revista Veja traz esta semana uma reportagem mostrando que o sucesso do vôlei está atraindo empresas interessadas em parcerias com o governo do Estado para patrocinar outras modalidades esportivas.
O próximo é o atletismo. O ouro olímpico Joaquim Cruz vai coordenar um núcleo com dez centros de excelência e 5.000 alunos. O banco HSBC será o patrocinador do centro de atletismo. Assim como o vôlei, o centro terá uma equipe de dez atletas profissionais para disputar os principais campeonatos nacionais e estrangeiros.
O Estado está investindo cerca de R$ 3 milhões na construção de três pistas de atletismo. A primeira, já pronta, é a da Vila Olímpica, no Estádio Pinheirão. A tecnologia da pista é a mesma utilizada nas Olimpíadas de Atlanta. É a mais moderna e a melhor do país, garante Joaquim Cruz. As outras duas serão construídas na Universidade Estadual de Maringá e no Cefet de Pato Branco.
A Caloi está transferindo para o Estado sua equipe de ciclismo campeã brasileira. Além da transferência, a empresa vai formar 2.000 novos ciclistas em dez núcleos.
Ubiratan Ferreira, campeão mundial em 1963, vai coordenar o centro de basquete, junto com Hortência. O governo do Paraná já investiu R$ 150 mil em obras de infra-estrutura do centro, em Londrina. Até junho, serão 76 centros em todo o Estado com 15 mil crianças aprendendo vôlei, atletismo, ciclismo e basquete.
O que me empolgou no projeto no Paraná é a seriedade. Eu estive aqui para uma palestra, quando conheci o projeto do vôlei, desenvolvido pelo Bernardinho. Quando vi os resultados, decidi participar do de basquete, disse Hortência no dia do anúncio oficial do projeto.





