PR terá 4 hospitais para queimados
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quinta-feira, 23 de novembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
O setor de saúde paranaense deverá criar até março de 2001 quatro Centros de Referência em Assistência a Queimados. Portaria do Ministério da Saúde baixada na terça-feira incentiva os hospitais de todos os estados a se candidatar ao projeto, que prevê a implantação de 68 centros no País. Em caso de aprovação, o ministério oferece a contrapartida de repassar mais recursos para custear despesas do Sistema Único de Saúde (SUS).
As secretarias estaduais vão ficar com a tarefa de apresentar ao ministério os hospitais em condições de manter os centros. O coordenador da área de urgência e emergência da secretaria no Paraná, Vinícuis Filipak, quer encontrar três hospitais em regiões distintas para aproximar o serviço da população. O Estado conta apenas com uma ala especial no Hospital Evangélico, em Curitiba, apontada como a melhor da Região Sul.
Filipak ainda não definiu os hospitais que vão passar pela avalição. No entanto, ele dá como certa a indicação do Hospital Universitário, em Londrina. O Evangélico também vai passar pelo crivo do ministério. Para virar Centro de Referência, o hospital de Curitiba terá de promover mudanças, como a construção de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusiva para socorrer vítimas de queimaduras.
O setor de queimados do Evangélico tem 28 vagas. Todas estão ocupadas, inclusive com pacientes de Santa Catarina. Treze delas são destinadas à crianças e outras 15 aos adultos. Com os convênios particulares, o número de pessoas internadas chega a 50 por mês.
O médico Manoel Alberto Prestes, que dirige o setor, reconhece que a instituição poderia ter pelo menos o dobro de leitos. Mesmo assim, Prestes acha que a demanda sempre vai ser grande. Se dobrar o número de vagas, sempre vai estar lotado. O problema muitas vezes não é a falta de vagas, mas não ter estrutura para atender toda essa gente. O diretor do Evangélico diz que a portaria do ministério veio responder um anseio antigo dos hospitais. É um problema de utilidade pública, de extrema importância.
É um serviço muito dispendioso, afirma Prestes. Para serem considerados aptos a criar um Centro de Referência em Assistência a Queimados, os hospitais vão ter que contratar médicos especializados, dispor de espaço físico e equipamentos. Segundo Vinícius Filipak, da Secretaria Estadual de Saúde, o projeto só vai dar certo se os hospitais toparem passar por todas essas exigências. Vai depender dos hospitais apresentarem as condições mínimas para se candidatar, menciona Vinícius.


