PR teme dengue hemorrágica
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terça-feira, 09 de dezembro de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A dengue não é uma doença inofensiva. O alerta é do secretário estadual da Saúde, Gilberto Martin. ''Existe uma imagem quase simpática do mosquito da dengue, mas ele é um grande problema de saúde pública'', afirmou o secretário, durante visita à Redação da FOLHA em Curitiba, na tarde de ontem. Segundo Martin, o registro de novos casos aumenta o risco de uma epidemia de dengue hemorrágica, forma mais letal da doença, por isso na próxima sexta-feira a Secretaria de Saúde deverá promover, em parceria com prefeituras de todo o Estado, o Dia Estadual de Combate à Dengue.
A preocupação com a dengue hemorrágica existe, apesar do número de casos de dengue clássica ter sido reduzido em 96,94% em relação a 2007. O Paraná teve, em 2008, um total de 919 casos da doença, dos quais 752 foram autóctones, ou seja, a infecção aconteceu dentro do Estado. No mesmo período do ano passado (do início do ano até o dia 12 de dezembro), foram 24.581 casos confirmados.
''A dengue não tem vacina, não tem tratamento. A única forma de combater a doença é atacar o mosquito'', explicou. Segundo o secretário, a dengue hemorrágica tem um alto índice de mortalidade no Brasil. ''Aqui há três mortes para cada cinco casos diagnosticados. A média aceitável, segundo a Organização Mundial de Saúde, é de uma morte a cada cinco'', informou.
O paciente corre o risco de desenvolver dengue hemorrágica quando já foi contaminado por um tipo de vírus e depois volta a se contaminar com outro tipo. ''A evolução da doença é muito rápida. E o tratamento é mais sofisticado que o da dengue clássica'', disse. Segundo Martin, o Paraná já tem um plano de contigência desenhado para a eventualidade de uma epidemia do gênero. ''Estamos tentando mostrar que não é uma doença benigna, não é uma gripe'', defendeu. ''O Brasil já apresenta infecções provocadas por três tipos de vírus, o quarto pode aparecer por aqui a qualquer momento via Venezuela.''
Entre as cidades com maior incidência da dengue clássica estão Tapira, Cidade Gaúcha e Jaguapitã, as três com mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes.


