Londrina - O índice de abandono dos esquemas vacinais no Paraná é menor do que o apresentado em Londrina. Segundo o coordenador do Programa Estadual de Imunização, João Luiz Crivellaro, este número está em 4,38% entre o público com até 1 ano de idade. "É um percentual aceitável, mas é importante pedir que os pais não deixem de levar as crianças até o posto para serem vacinadas", ressalta.
Mesmo em caso de atraso no esquema vacinal, é possível receber a dose correta da imunização se o responsável pela criança apresentar a carteirinha ao comparecer à unidade básica de saúde. Apenas no caso da falta do documento é que o esquema poderá ser feito desde o início. "Se são três doses da vacina com intervalo de dois meses, por exemplo, a pessoa terá que tomar esta dose como se fosse a primeira, caso não tenha a carteirinha", pontua.
Ele salienta que é importante lembrar que, com a mudança de algumas doses ao longo dos anos, crianças, adultos e idosos passaram a contar com um calendário de vacinação para cada público. Há imunizantes que ganharam uma nova combinação, como a vacina tetravalente, reduzindo o número de injeções dadas na infância. A imunização contra difteria, tétano, coqueluche e meningite ganhou a vacina contra hepatite B, o que a tornou pentavalente. Os esquemas corretos para cada faixa etária podem ser consultados no site www.saude.pr.gov.br, no link vacinação.
A coordenadora de Imunização de Londrina, Sônia Fernandes, afirma que, teoricamente, não há problemas em tomar a mesma vacina novamente. No entanto, há uma série de vacinas com determinação de idade máxima para aplicação. É o caso da imunização contra paralisia infantil, que pode ser feita apenas até os 15 anos de idade. (A.L.)

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