PR tem menos alunos em sala de aula
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quinta-feira, 31 de agosto de 2000
Michele Muller De Curitiba 
O volume de matrículas no ensino fundamental (de 1ª a 8ª série) no Paraná sofreu a terceira queda consecutiva este ano. No ano passado, as escolas paranaenses receberam cerca de 1,7 milhão de alunos 39,5 mil a mais em relação a 2000, de acordo com dados do censo escolar, divulgado anteontem pelo Ministério da Educação. Ou seja, a redução no Estado foi de 2,3%, enquanto a média nacional registrou queda de 0,8% (dados preliminares).
O ensino médio também sofreu queda no número de matrículas, o que é inédito no Paraná. Entraram nos colégios este ano uma quantidade aproximada de 491 mil pessoas, 5,2% menos que em 1999. Os dados paranaenses destoam da média nacional, que aponta um aumento de 5,4% no número de matriculados no ensino médio.
A coordenadora do setor de informações educacionais da Secretaria de Estado da Educação, Maria Luiza Marques Dias, disse que uma das razões que justificam esse dado é a evasão escolar. Os colégios de segundo grau não estão atendendo as expectativas dos estudantes mais velhos, que acabam desistindo de estudar, explicou. A maior parte dos alunos que desiste dos estudos quando chega ao ensino médio, segundo ela, vem do programa de correção de fluxo escolar, criado em 1997.
Esse projeto, que tem como objetivo acelerar a conclusão do ensino fundamental de acordo com a idade dos alunos, também é apontado por Maria Luiza como o motivo da queda nas matrículas de 1ª a 8ª série, já que reduz o volume de repetência. Além da correção no fluxo de alunos, a redução no crescimento populacional do Estado foi apontada por ela para explicar os dados do censo escolar.
Enquando na década de 70 as mulheres tinham uma média de quatro filhos, hoje têm apenas dois. Isso não havia refletido na quantidade de matrículas até pouco tempo atrás porque só na década de 90 o problema do acesso escolar foi eliminado, esclareceu. Em 1991, 92% das crianças paranaenses de sete a 14 anos estavam na escola. Este ano, o índice de frequência é de 98%.
Como consequência da redução da quantidade de estudantes, Maria Luiza cita a possibilidade de maior investimento na qualidade do ensino. Com menos demanda, a verba que era destinada pode ser destinada a trabalhos de melhoria de qualidade.


