O Paraná continua em estado de alerta por causa da chuva. Durante a madrugada de ontem, ventos fortes acompanhados por chuva de granizo agravaram a situação em 25 municípios, principalmente na região Sudoeste do Estado. Informações preliminares da Defesa Civil indicam quase de 3 mil imóveis foram atingidos e 570 pessoas ainda estão desabrigadas. Nos municípios banhados pelo Rio Iguaçu a água continuava subindo até ontem, passando em quase dois metros o nível de alerta em três municípios.
Segundo a Defesa Civil, o município mais atingido foi Dois Vizinhos, onde a chuva de granizo causou danos em 473 propriedades. Em União da Vitória, Porto Amazonas e São Mateus do Sul, municípios banhados pelo Rio Iguaçu, a água continua subindo. Em União da Vitória, o nível subiu quase 40 cm desde sábado, atingindo 6,49m e 150 famílias estão desabrigadas. Em Porto Amazonas, o número de famílias desabrigadas é de 164 e o nível do rio Iguaçu atingiu ontem 6,18m, quase dois metros acima do nível de alerta. A situação é parecida em São Mateus do Sul, onde 16 famílias continuam fora de suas casas.
Em Curitiba e região metropolitana, a chuva que caiu na madrugada de ontem não fez com que o número de desabrigados aumentasse, mas o vento forte causou estragos nos bairros da região norte de Curitiba. Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de dez árvores foram arrancadas pelo vento, provocando danos em veículos e residências nos bairros Pilarzinho, Bairro Alto, Vila Fanny, Santa Cândida e Santa Felicidade, mas não houve feridos. O comerciário Jerome Brino, de 58 anos, teve a casa parcialmente destruída por uma árvore que caiu sobre o telhado. O acidente aconteceu por volta das 4 horas e ninguém se feriu, mas, além do susto, o prejuízo foi grande. O impacto abalou os pilares de sustentação da casa, que terá que ser abandonada. ‘‘É toda uma vida de trabalho que vai pelo esgoto’’, desabafou Brino, ao deixar a casa em que morou durante 27 anos.
Em São José dos Pinhais, 219 pessoas já deixaram os abrigos da prefeitura. Dos 251 desabrigados em Almirante Tamandaré, apenas 75 permanecem nos abrigos provisórios, e em Fazenda Rio Grande 165 pessoas ainda estão desabrigadas.

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