PR tem 3.100 comunidades atendidas
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de novembro de 1996
Da Sucursal 
A eficácia do trabalho da Pastoral da Criança registrada em todo o País se repete em Curitiba, onde a entidade acompanha a evolução de 36 mil crianças, orienta 26 mil famílias e duas mil gestantes com a ajuda de 844 líderes comunitárias. Enquanto o índice médio de mortalidade infantil na cidade é de cerca de 20 mortes para cada mil nascidos vivos, entre as crianças acompanhadas pela pastoral o índice cai para cerca de 11 mortes para cada mil.
No Paraná, 284 mil famílias, 17 mil gestantes e 374 mil crianças com menos de um ano recebem a atenção de 12 mil líderes comunitárias em 274 municípios e 3.100 comunidades. Mais de 80% dessas crianças são amamentadas com leite materno, 90% receberam todas as vacinas recomendadas e apenas 5% apresentam quadros de desnutrição.
Noêmia Brustolin é uma das coordenadoras comunitárias da entidade que exemplifica as histórias anônimas de solidariedade que fazem parte do dia-a-dia da pastoral. Há quatro anos ela coordena o trabalho de 15 líderes comunitárias que atendem 156 famílias e 202 crianças na região do bairro Santa Felicidade. Nesse período, a desnutrição, que atingia 12 dessas crianças acompanhadas na região, caiu mais da metade. Para Noêmia, o segredo da pastoral é sua proximidade com a comunidade. Desde o início, sempre fomos bem recebidas quando procurávamos as famílias em suas casas, conta ela.
Graças a essa proximidade, a pastoral conseguiu chegar até mães como Maria do Carmo Rosa, sergipana de Moribé que veio para Curitiba com os pais aos quatro anos de idade a procura de uma vida melhor, e acabou engrossando as fileiras das famílias carentes na periferia da capital paranaense. Quando conheceu o trabalho da pastoral, sua filha Vânia sofria de desnutrição crônica e pesava oito quilos aos três anos de idade. Hoje ela está com cinco anos, peso normal e nunca mais teve problema nenhum, diz Maria.
Andréa Gonçalves quebrou as duas pernas num acidente de trânsito quando estava grávida de seis meses. Ficou de cama durante três meses, sem poder cuidar da casa e de sua outra filha de seis anos. Foi ajudada pelas líderes locais da pastoral que levavam médico, enfermeiros, remédios e até o padre para que ela pudesse ser atendida em casa. Até o serviço de casa elas faziam pra mim, conta ela, segurando o filho João Marcos.


