A Comissão de Procura de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Copotti) captou 61 órgãos (coração, fígado, rim e pâncreas) e 223 tecidos (válvulas cardíacas, ossos, globo ocular), nos hospitais do Norte do Paraná até o dia 28 de dezembro. Apesar disso, a fila de espera para receber um novo órgão ainda é grande. No Estado, são 2.310 pacientes.
Os órgãos captados dentro dos hospitais vão para os bancos de receptores para que possam ser distribuídos de acordo com as necessidades. O transplante de um coração leva em consideração o Cadastro Nacional de Receptores. ''Primeiro se analisa a fila local e da região. Se não tiver nenhum paciente compatível, passa-se para a fila do Paraná e depois do Brasil'', explica Ogle Beatriz Bacchi, coordenadora da Copotti.
Os fígados e os pâncreas levam em consideração a fila de espera nacional. Os hospitais de Londrina não estão credenciados para realizar estes dois tipos de transplantes. No caso dos rins, a procura por pacientes leva em conta os compatíveis dentro do Estado.
Os globos oculares e as córneas captadas em Londrina são encaminhados para o Banco de Olhos do HU e atendem os pacientes que estão na vez na fila de espera. Já as válvulas cardíacas são levadas ao Banco de Válvulas da Santa Casa de Curitiba.
O Coppoti-Londrina comemora os bons resultados. A unidade atingiu uma taxa de conversão de 35%. Isto significa que de cem possíveis doadores, as famílias de 35 aceitaram a doação de órgãos. ''Este índice equivale ao que existe hoje na Espanha, que é um dos países que mais doam órgãos no mundo. O nosso objetivo é chegar a 50, a 60%'', relata a assistente social do Copott Glaucia Reias.(L.F.C.)

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