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Albari RosaPizzatto, da Liga Paranaense de Combate ao Câncer: predisposição é de 25%O Paraná registra 20 mil novos casos de câncer por ano. Cerca de 75% deles poderiam ser evitados. Com base nesta constatação, a etapa nacional do Programa Latino América contra o Câncer foi lançado ontem, em Curitiba. O projeto pretende formar profissionais da educação, da saúde e voluntários, com o objetivo de disseminar os conceitos de prevenção entre a população.
Segundo explicou o superintendente da Liga Paranaense de Combate ao Câncer e coordenador nacional do Programa Latino América Contra o Câncer, Luiz Pedro Pizzato, apenas 25% dos casos são decorrentes de fatores genéticos. ‘‘Todos os outros são decorrentes do fumo, álcool, excesso de sol e má alimentação’’, afirmou.
Pizzato informou que no Paraná são registrados seis mil óbitos anuais decorrentes da doença. Em todo o Brasil, 300 mil novos casos surgem todos os anos.
Nas mulheres, os casos mais comuns são o câncer de mama, colo de útero e pulmão, segundo dados apresentados no lançamento do programa. ‘‘O câncer de pele, motivado pela exposição inadequada ao sol, é o mais incidente no País. Muitas vezes ele não está presente nos balanços porque apresenta um processo de cura mais fácil.’’
O programa, que já funciona com sucesso em todos os países da Europa, foi trazido à América Latina pela Associação Espanhola de Combate ao Câncer, uma das financiadoras da etapa latina, ao lado da Comunidade Européia. A implantação será simultânea em todos os Estados do Brasil e nos 18 países das américas Central e do Sul. O custo inicial do projeto é de US$ 250 mil.
‘‘Até sexta-feira deveremos ter formado os primeiros 300 multiplicadores de opinião’’, contou o médico. Os cursos, que têm início hoje pela manhã no Hotel Inter Palace, em Curitiba, reúnem professores e técnicos da área de saúde de todo o Estado, além de alguns voluntários. Os conceitos serão repassados por especialistas espanhóis e brasileiros.
‘‘Nossos principais alvos serão os adolescentes’’, antecipou o coordenador do programa. Um dos objetivos específicos do projeto é ampliar o nível de conhecimento das populações, assim como as estratégias de prevenção e detectação precoce.
O presidente da Associação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer, Aristides Maltez Filho, defendeu a importância da disseminação de informações, que poderia salvar muitas vidas.

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