Moradores de pelo menos três cidades paranaenses - Londrina, Apucarana e Cascavel - sentiram os reflexos de um tremor de terra de 6,7 graus na escala Richter, ocorrido na província de Santiago Del Estero, norte da Argentina, na noite de domingo. O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar vistorias em imóveis mas nenhum dano foi registrado.
O abalo foi registrado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília às 23h38. O tremor atingiu 6,7 graus na Escala Richter e teria ocorrido a uma profundidade superior a 500 km. No Paraná, o terremoto também foi observado pelas estações da rede sismográfica da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, localizada a cerca de 900 km de distância do epicentro.
No Paraná, moradores de Londrina, Apucarana e Cascavel foram pegos de surpresa com os reflexos do tremor. Em Londrina, o Corpo de Bombeiros foi acionado para vistoriar um prédio de três andares no Jardim Presidente (Zona Oeste), mas nenhum dano foi encontrado. Além do Paraná, o Observatório Sismológico informou que os reflexos do terremoto também foram sentidos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.
De acordo com o chefe da seção administrativa da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, tenente Alessandro Galeski, as chamadas aos Corpos de Bombeiros do Estado se relacionavam mais ao temor de que estruturas de prédios pudessem ter sofrido algum dano mais sério em decorrência do sismo. ''Pelo menos até o momento, não temos registro de nenhum dano'', garantiu o tenente.
Segundo o Observatório, as perturbações sentidas no último domingo se juntam a outras ocorridas no ano passado que se originaram nos países andinos em razão do choque entre duas placas tectônicas. Em 13 de junho de 2005, um terremoto ocorrido no Chile, na província de Tarapaca, foi sentido nas regiões sul, sudeste e no Distrito Federal. Em 25 de setembro, um outro terremoto registrado no norte do Perú foi sentido mais fortemente nos estados do Amazonas e Rondônia. O Brasil sente os tremores andinos com diferentes intensidades, conforme Observatório, por causa da constituição dos terrenos sobre os quais estão assentados os prédios.
Um dos últimos registros de abalos no Paraná havia acontecido no início de janeiro deste ano. Sete municípios da região dos Campos Gerais sentiram um abalo de 4,3 graus na Escala Richter, com epicentro em Telêmaco Borba. Na ocasião, quartéis dos Bombeiros da região receberam mais de 500 chamadas relacionados a danos materiais. Não houve registro de vítimas.

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