Da Sucursal
Uma parceria entre o Paraná, Santa Catarina e a província de Missiones, na Argentina, poderá ser o primeiro passo de uma estratégia de integração entre os países do Mercosul, na área de saneamento básico. O projeto piloto, que está sendo desenvolvido pela Sanepar, Casan e Apos - empresas respectivamente responsáveis pelo setor nos três Estados - prevê a criação de uma binacional do saneamento básico.
A empresa funcionaria na divisa entre os municípios de Barracão (PR), Bom Jesus do Sul (PR), Dionísio Cerqueira (SC) e Bernardo de Irigoyen (Argentina). ‘‘Existe uma grave deficiência de água no município argentino, enquanto o município catarinense tem uma ótima produção’’, explicou o diretor da Sanepar, Alberto Zocco Jr.
Cada um dos quatro municípios possui em média cinco mil habitantes. Eles são separados por fronteira seca, o que significa que não há rio entre eles. ‘‘É um absurdo que de um lado da rua falte água, enquanto do outro está sobrando’’, explicou Zocco.
O projeto, lançado pelo governo do Paraná, ainda está em fase de estudos, mas o engenheiro antecipou que a criação da binacional é viável tecnicamente. ‘‘O lado jurídico e financeiro é que são mais complexos’’, alertou. A empresa funcionaria como um projeto piloto para testar a implantação de novas parcerias.
Representantes da Sanepar e da Casan, com o apoio dos dois municípios paranaenses, estão fazendo os levantamentos topográficos, identificando mananciais de abastecimento e avaliando o potencial hidrológico. A Apos está repassando informações do cadastro técnico e comercial, censo demográfico e dados operacionais do município argentino. A primeira apresentação dos estudos será em 23 de maio.
Além da criação da binacional, a Sanepar e a Apos estão analisando a possibilidade de implantação de outra parceria. O município de Santo Antônio do Sudoeste (PR) faz fronteira seca com Santo Antônio, na Argentina, que sofre de produção insuficiente de água.

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