Curitiba - O período epidemiológico da dengue foi encerrado com 870 casos e nenhum óbito no Paraná entre agosto de 2016 e julho de 2017. O informe técnico divulgado nesta segunda-feira (31) pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde) apontou uma redução de 98% de casos, comparado ao período anterior – de agosto de 2015 a julho de 2016 – que foi finalizado com 56.351 casos de dengue e 63 óbitos. Do total de casos, 660 foram autóctones. As ocorrências de dengue foram
registradas em 126 municípios.

De acordo com o boletim da Sesa, os municípios que apresentaram maior número de casos suspeitos notificados são Londrina (4.682), Paranaguá (3.156) e Maringá (2.653). Os municípios com maior número de casos confirmados são: Maringá (154), Londrina (82) e Curitiba (73).

"Finalizamos este período com uma situação muito mais favorável. Isso mostra que as estratégias adotadas pelo Governo no combate à dengue estão sendo efetivas", afirma o secretário de Saúde em exercício, Sezifredo Paz, citando, entre outras ações, destinação de recursos para as prefeituras, organização de comitês, visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas publicitárias.

Entretanto, o cuidado no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, deve continuar, como alerta a chefe do Centro estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte. Ela explica que a dengue é uma doença cíclica, ou seja, pode reaparecer periodicamente.

Belmonte também destaca as outras doenças transmitidas pelo mosquito. "Alguns estados do Brasil estão apresentando alta nos casos de chikungunya. No Paraná, o município de Paranaguá (Litoral), por exemplo, confirmou nove casos da doença em maio. Portanto, a orientação de eliminar todos os focos de água parada que podem se tornar possíveis criadouros do Aedes continua", diz.

Os casos de zika também reduziram comparados ao período epidemiológico anterior, passando de 263 para apenas seis casos em todo o Paraná. Ao contrário da dengue e da zika, os casos de chikungunya foram os únicos a aumentarem no Estado, com um total de 73 confirmações. São 17 a mais do que no período de 2015/2016, quando foram confirmados 56 casos.

Para evitar novas epidemias, a recomendação é de reservar ao menos um dia na semana para realizar uma limpeza em casa e no ambiente de trabalho. O mosquito leva de três a sete dias para se desenvolver do ovo até sua forma adulta, dependendo das temperaturas e da quantidade de chuvas, portanto uma semana é o período de intervalo máximo para realizar as vistorias.

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