PR quer repor 50 milhões de árvores todos os anos
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quarta-feira, 20 de agosto de 1997
Paulo Pegoraro Cascavel 
Edson MazzettoViveiro de mudas mantido pelo IAP em Cascavel é um dos maiores do Estado e será descentralizadoTécnicos da Secretaria do Estado do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apresentaram ontem em Cascavel, durante encontro regional realizado no auditório da prefeitura, os resultados alcançados pelo Programa de Florestas Municipais.
Lançado no final de 1995, o programa teve os 100 primeiros convênios firmados com prefeituras no início do ano passado. Este ano, outros 202 convênios foram assinados e 26 estão prontos para serem consolidados. As prefeituras recebem do Estado uma camioneta, orientaçãoo técnica, insumos, sementes e embalagens para mudas produzidas nos viveiros municipais.
As prefeituras fazem o repasse das mudas diretamente para os proprietários rurais. Espécies nativas como cedro, peroba, pinheiro, ou frutíferas são distribuídas para fins conservacionistas. Para aproveitamento, os produtores recebem mudas de erva-mate, eucalipto e pinnus.
Segundo o engenheiro florestal do IAP, Eleutério Langowski, o Paraná tem hoje apenas 8,59% de seu território coberto com florestas nativas primárias e 3% de reflorestamento. O consumo de madeira chega a 20 milhões de metros cúbicos ao ano, o que significa corte em 70 mil hectares de florestas.
Empresas que fazem o corte para fins energéticos ou extração de madeira, segundo o instituto, fazem reposição de apenas 24 mil hectares por ano. Grande parte das árvores de reflorestamento retiradas foi plantada há mais de 20 anos. Sem a execução de programas de reflorestamento, até o ano 2007 haveria colapso na extração. No caso energético, ocorreria a necessidade de recorrer ao óleo diesel ou à eletricidade, de custo muito superior, explica a engenheira florestal Sonia Maria Machado, do IAP de Cascavel.
Mas os técnicos informam que, no Paraná, o Programa de Florestas Municipais garantirá o equilíbrio entre a retirada de árvores e o plantio no prazo de dois anos. Para isso, segundo o engenheiro químico Carlos Roberto Gonçalves, chefe do IAP em Cascavel, cada município conveniado deve plantar 102,5 mil mudas (2,5 mil em margens de rodovias). As empresas que se beneficiam de árvores para fins comerciais são obrigadas a fazer replantio.


