PR quer manter erradicação da doença
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quinta-feira, 18 de junho de 1998
Da Redação 
O Paraná inicia amanhã mais uma etapa para manter a erradicação da poliomielite, responsável pela paralisia infantil. A Secretaria da Saúde pretende vacinar 923.109 crianças menores de cinco anos contra a doença, durante a primeira etapa da campanha nacional de multivacinação. O Estado quer repetir os resultados atingidos no ano passado, quando 100% das crianças nessa faixa etária foram vacinadas. Os postos de saúde em todas as regiões do Paraná também terão à disposição as vacinas tríplice viral (caxumba, sarampo e rubéola), tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) e anti-hepatite B.
Para conseguir alcançar a meta estipulada, a Secretaria de Saúde contará com 28 mil pessoas trabalhando em 11 mil locais. Cerca de 10 mil são postos fixos - unidades de saúde municipais, supermercados, escolas e centros comunitários. O restante são postos itinerantes e volantes que atenderão zonas rurais de baixa densidade demográfica e localidades de difícil acesso, como algumas ilhas do Litoral. Em todos os locais a vacinação acontece das 8h às 17h.
Além do combate à paralisia infantil, o Governo do Estado também está fazendo vigilância epidemiológica em crianças de até 15 anos, que apresentam paralisia flácida (diminuição de força muscular ou perda de movimento). A doença é causada por disfunções neurológicas, traumas ou microorganismos diversos. Precisamos ter certeza que nenhum desses casos é de paralisia infantil causada pelo poliovírus, afirma Márcia Gil Aldenucci, coordenadora do Programa Estadual de Imunizações.
A intenção é manter a erradicação da doença. O último caso de paralisia infantil no Paraná foi registrado em 1986, no município de Campo Largo. No Brasil - que tem o certificado de erradicação da paralisia concedido pela Organização Mundial de Saúde - o último caso foi constatado em 1989. Os pais não podem deixar de levar seus filhos para vacinar. Os riscos são muito grandes e as consequências da doença são irreparáveis, diz Márcia Aldenucci.
Os pais ou responsáveis devem levar a criança ao posto de saúde juntamente com o cartão de vacinação. Com isso, os atendentes podem saber se falta alguma vacina. Todas as doses da campanha estão disponíveis durante todo o ano nas unidades de saúde, mas para recebê-las amanhã as pessoas devem procurar os postos de suas cidades.
A tríplice viral deve ser aplicada a partir dos 12 meses em dose única - o ideal é tomar no segundo ano de vida. A tríplice bacteriana é feita em três doses e um reforço. A primeira aos dois meses e as demais sempre dois meses após a aplicação anterior. Já a anti-hepatite B é aplicada rotineiramente em três doses, sendo a primeira logo após o nascimento. Temos resultados muito positivos na vacinação de rotina, afirma Márcia Aldenucci.
No ano passado, por exemplo, os 1,7 mil postos no Paraná conseguiram superar 90% da meta estipulada para a vacinação de rotina. Das 195.975 crianças com até um ano de idade, 100% receberam vacina BCG (tuberculose), 91% Sabin (paralisia), 90,4% tríplice bacteriana, 100% sarampo. Mesmo com os bons resultados, as pessoas não podem se acomodar e o Estado tem o dever de intensificar ainda mais as campanhas de vacinação, diz a coordenadora.


