PR obtém 40% de desconto em remédios
Da Redação
A segunda licitação para compra de remédios do Consórcio Paraná Medicamentos foi concluída este mês com uma economia média acima do esperado. De acordo com a diretora executiva do Consórcio, Deise Caputo, a licitação garantiu preços 40% mais baixos. Com a compra de 18 milhões de unidades e um investimento de R$ 2 milhões, os municípios terão os medicamentos necessários para abastecer a farmácia básica por três meses.
O mais impressionante do consórcio, porém, está na economia na compra de alguns itens específicos pois em alguns casos os medicamentos, em razão da quantidade solicitada, ficaram em um décimo do preço original.
Para se ter um exemplo, o frasco de 150 ml da Amoxicilina 50 mg custava R$ 15,82, segundo a revista ABCFarma, em outubro de 1999. O mesmo medicamento foi comprado pelo consórcio por R$ 2,70. Outro exemplo impressionante é a caixa com 20 comprimidos de Ranitidina 150 mg, que no mercado custa em média R$ 11,49 e o consórcio o adquiriu por R$ 1,18.
Os 350 municípios que fazem parte do Consórcio Paraná Medicamentos já receberam, através das 22 Regionais de Saúde do Estado, a primeira remessa de produtos, cuja compra foi realizada no último mês de outubro. Os municípios devem receber ainda no mês de janeiro a segunda remessa de remédios.
De acordo com o secretário municipal de Saúde de São José dos Pinhais, Alzemiro Possebom Junior, o município obteve uma economia de de 18% na primeira compra de remédios. O secretário explica que utilizou o consórcio para garantir os medicamentos necessários para a temporada, dando ênfase às doenças de verão, como a desidratação e a diarréia.
Na opinião do secretário de Saúde do município de Piraquara, Samir Smaka Ivanoski, a idéia deve melhorar bastante a distribuição de medicamentos no município. Ganharemos entre 30% e 40%. O poder do consórcio é muito maior. Enquanto a cidade encomenda uma unidade, o consórcio compra mil. O poder de barganha é muito maior, pondera.
O consórcio tem o objetivo de garantir o fornecimento de medicamentos básicos aos municípios associados. Dentro de uma lista de 119 itens fornecida pelo consórcio, as cidades podem escolher os medicamentos que consideram mais importantes, garantindo seu fornecimento.
Constituído juridicamente há pouco mais de três meses, o consórcio é administrado pelo Conselho Deliberativo formado por cinco prefeitos, cinco representantes da Secretaria Estadual da Saúde e dois secretários municipais da Saúde. Os recursos são formados por valores repassados pelo Ministério da Saúde (R$ 1,00 por habitante/ano), a contrapartida do Estado (R$ 0,50 por habitante/ano) e do município, também R$ 0,50 por habitante/ano.
Segundo a diretora executiva do Consórcio Paraná Medicamentos, Deise Caputo, a próxima etapa será a compra conjunta de insumos hospitalares como gase, agulhas e seringas.
O Paraná pode repassar a experiência adquirida com o desenvolvimento do pioneiro projeto de consórcio de medicamentos a outros Estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Esses Estados estão estudando a possibilidade de se unir ao Paraná para formar o Consórcio do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração da Região Sul).
De acordo com o presidente do Consórcio Paraná Medicamentos, Arnaldo Bertone, esse grupo pretende comprar medicamentos de todos os tipos, inclusive os recomendados para doenças específicas, como a esquizofrenia.Aquisição para farmácia básica, através do Consórcio Paraná, entre 350 municípios, garante abastecimento por três meses
DivulgaçãoBEM MAIS BARATOOs medicamentos adquiridos agora em dezembro começam a chegar aos municípios em janeiro: custo baixo para atender população da maioria dos municípios





