PR nega que investe pouco em saúde
Dimitri do Valle
De Curitiba
O Secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, disse ontem que a posição do Paraná no ranking da Saúde não é tão ruim como afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Barjas Negri. O representante do ministério revelou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que Paraná, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul seriam os estados que menos investem na área da Saúde.
Raggio disse que o governo estadual usa 6,16% da renda líquida no setor. A média nacional, segundo ele, é de 5%. As diferenças não são tão acentuadas e por isso não concordo que só três estados estejam sendo colocados no pelourinho, declarou Raggio.
A reportagem também informava que o governo federal dá mais recursos para os Estados da região da Sul do que nos localizados no Norte para tratamento de crianças com até 1 ano de idade. Parte dessa vantagem deve-se aos melhores equipamentos que hospitais paranaenses, catarinenses e gaúchos dispõem.
Barjas Negri deu um recado aos governantes dos três Estados em débito com os investimentos na Saúde: Se o governo federal colocar mais dinheiro e não obrigar esses Estados a investirem um pouco mais de recursos, nunca resolveremos o problema.
O secretário-executivo relatou ainda que o governo estuda mudanças na distribuição de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para diminuir a distância dos investimentos para as duas regiões. A diminuição das diferenças, que chegam a ser de 108% entre os tratamentos custeados em crianças do Sul e Norte, é investir o que a pasta está conseguindo arrecadar a mais a cada ano.
A assessoria de imprensa do ministério comunicou que é aguardada a aprovação de um projeto de emenda constitucional neste ano. A proposta aumenta em 5% os investimentos federais na Saúde e determina que os gastos de municípios e estados atinjam o índice de 7% de seus orçamentos. Passados cinco anos, os estados terão que comprometer 12% do orçamento e os municípios 15%.
Do total de R$ 20 milhões da área, ele revela que apenas R$ 2 bilhões do orçamento geral do governo estavam previstos para serem distribuídos aos Estados. Os restantes R$ 18 milhões são oriundos do orçamento da seguridade social. Este é um dinheiro do cidadão e não do governo, rebate.
Raggio aposta no programa de Gestão Plena da Saúde, que começou a ser colocado em prática no Estado a partir deste mês. Através do programa, do Ministério da Saúde, o Paraná poderá administrar melhor as prioridades na área de Saúde. Poderemos poupar numa área e gastar em outra. Isso não era permitido anteriormente, mas o Paraná vinha defendendo a gestão direta há dois anos.





