PR implementa novo currículo
Luciana Pombo
De Curitiba
A implementação do novo currículo do ensino médio e as relações dentro das escolas públicas do Sul e do Sudeste do Brasil são alguns dos temas que estão sendo discutidos desde ontem, no Hotel Bourbon, em Curitiba. Segundo o coordenador do Ensino Médio do Ministério de Educação (MEC), Avelino Romero, a intenção do encontro é discutir os problemas detectados nos estados e encontrar soluções. Na Região Sul um dos principais problemas apontados é o índice de procura pelo ensino médio que cresceu cerca de 57% nos últimos cinco anos. Este dado é positivo, mas nos preocupa. Temos que buscar que todos os estudantes garantam suas vagas e que as escolas tenham um ensino com qualidade, afirmou Romero.
Nas regiões Norte e Nordeste, o maior problema é a falta de formação dos professores. Em todo o País, 93% dos professores de ensino médio têm ensino superior. Mas em estados como Bahia, Tocantins e Piauí este número é bem menor. Temos que repensar a carreira do professor e atrair um maior número de profissionais para o mercado de trabalho. Principalmente nas regiões Norte e Nordeste do País, declarou ele.
Os encontros regionais para debater o tema começaram em Curitiba e deverão ser levados para as demais regiões do País. Entre os dias 9 e 10 de dezembro, o fórum acontece em Fortaleza, para a região Nordeste; entre os dias 13 e 14 de dezembro, em Brasília, para as regiões Norte e Centro-Oeste.
O objetivo dos encontros é fazer com que o currículo seja implantado com maior intensidade no ano que vem. Até o ano 2003, todos as escolas do País deverão ter adotado o novo sistema. O Paraná, segundo o MEC, é um dos estados brasileiros que saíram na frente. O Paraná é o estado com o maior índice de implantação do novo currículo sugerido pelo MEC. Até agora, 80% das escolas já aderiram ao programa, disse Romero.
Para implantar o novo currículo do ensino médio em todo o Brasil, o MEC conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Serão US$ 500 milhões para serem aplicados nos programas de modernização dos estados, com contrapartida do mesmo valor. O contrato já foi assinado e precisa de aprovação no Senado. A previsão é de que os recursos comecem a ser liberados no ano que vem.
O novo currículo do ensino médio do MEC estabelece que 75% das matérias apresentadas tenham uma base nacional comum e 25% tenham bases regionais, definidas pelas próprias escolas. A base nacional está dividida em linguagens, códigos e tecnologias (português, língua estrangeira, educação física), ciências da natureza, matemática e tecnologias (bioquímica, física e matemática) e ciências humanas (geografia, sociologia, antropologia, psicologia, filosofia, direito, história).
O encontro de Curitiba teve a participação de representantes das secretarias de estado da Educação do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal.





