A Secretaria de Educação do Estado do Paraná vai anunciar, hoje à tarde, em Curitiba, um rompimento com a orientação do MEC, que pede a superação dos sistemas paralelos de ensino especial. Segundo a responsável por esse departamento na secretaria, Angelina Matiskei, serão oficializadas as escolas de educação especial dentro do sistema educacional paranaense e a criação de escolas estaduais para essa modalidade.
Angelina Matiskei esteve em Londrina, nessa sexta-feira, 5, para acompanhar a palestra 'Os Caminhos da Inclusão', com a Dra. Rozita Edler, membro do Conselho Estadual da Educação e referência nacional na área. O evento foi realizado pelo Instituto Londrinense de Educação a Crianças Excepcionais (ILECE) em parceria com a UEL. Professores de várias regiões do norte estiveram presentes, lotando o Teatro Ouro Verde.
Segundo Angelina, o Paraná seguirá com uma política educacional com características próprias. ''Como é que diferentes sujeitos com diferentes necessidades e diferentes contextos podem ser educados no mesmo espaço físico? Não é possível. Essa seria uma visão reducionista nossa. Não é porque alguém disse que para incluir tem que colocar todos no mesmo espaço físico que isso é verdade. A política educacional de inclusão do Paraná não é radical'', afirma.
Para a professora, a oficialização das escolas especiais e a criação das estaduais é um ato definitivo de inclusão. ''Nós integramos a escola de educação básica, na modalidade da educação especial, dentro do sistema educacional paranaense. Não queremos as escolas especiais sofrendo a angustia de se verem excluídas do processo porque ficaram à margem da legislação. Oficializar é um reconhecimento de inclusão'', conclui.

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