Dimitri do Valle
e Israel Reinstein
De Curitiba
A empresa Power Brands Representações, de Curitiba, está na mira da Receita Federal. A instituição pretende entrar com queixa crime contra a Power Brands, de propriedade do empresário Georges Pantazis. Tudo porque houve falsificação de documentos apresentados pela empresa, que autorizava a importação de 29 mil calças para o Exército. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal, que apura a autoria da falsificação. A Power Brands é a mesma firma envolvida em irregularidades na compra de jaquetas coreanas para a Polícia Militar do Paraná.
A Power Brands venceu a última concorrência para fornecer fardas para o Exército Brasileiro. No entanto, a empresa extrapolou ao informar um preço por unidade sete vezes superior ao da compra de cada farda. Além disso, teria mentido sobre a origem das fardas, que seriam trazidas da China ao preço de US$ 1,00, mas vendidas no Brasil ao preço de R$ 15,00. O Exército deverá cancelar a transação.
Na alfândega, a Power Brands não comunicou que a carga vinha da China. Além disso, não apresentou licença de importação, que é emitida pela Secretaria de Comércio Exterior. Outra irregularidade na importação era com relação a especificação do produto do contêiner – ao invés de estar registrado ‘‘calça prontas’’ estava ‘‘outros tecidos’’.
Além de alterar esses documentos, a empresa também apresentou outra documentação com assinatura falsificada de um funcionário da Secretaria de Comércio Exterior. Por causa disso, a Receita Federal já abriu um inquérito administrativo para verificar tal documento. O órgão também pretende acionar a Polícia Federal a investigar a origem do material.
No Paraná, o dono da Power Brands e o ex-comandante geral da PM, coronel Luiz Fernando de Lara, foram investigados no ano passado sobre a compra de um lote de 17 mil jaquetas coreanas para a corporação. A Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público apurou a ocorrência de ato de improbidade administrativa por parte de Lara.

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