Com apenas uma turbina funcionando, o turboélice Embraer-Carajá prefixo PT-ENM fez um pouso forçado ontem no aeroporto Gastão Vidigal, em Maringá. A aterrissagem foi perfeita e o piloto e mais cinco passageiros escaparam ilesos. O pouso forçado mobilizou quatro carros e 12 soldados do Corpo de Bombeiros e mais duas viaturas e motocicletas da Polícia Militar.
O avião pertence ao fazendeiro Gerson Tudela, de Maringá. Acompanhado de Tudela e de três funcionários da Fazenda Evaer, no Mato Grosso do Sul, o piloto João Grande, 55 anos, seis filhos e 40 anos de experiência, decolou ontem cedo para Umuarama, onde embarcou o médico-veterinário Cid Cordeiro. Apesar da chuva, o vôo até Umuarama foi normal e durou 20 minutos.
Dez minutos depois de ter decolado de Umuarama rumo à Fazenda Evaer, o piloto notou que a pressão da temperatura do óleo da turbina direita estava muito alta. ‘‘A turbina poderia pegar fogo a qualquer momento e eu fui obrigado a embandeirar (cortar o funcionamento da turbina) o avião. Avisei os passageiros, que se mantiveram calmos, e à torre de controle de Maringá, o aeroporto mais próximo e que poderia nos dar maior proteção’’.
O vôo até Maringá durou 35 minutos. Com as duas turbinas funcionando normalmente, o Embraer pode desenvolver até 420 quilômetros por hora. Com apenas uma, a velocidade cai pela metade. Às 9h45 o Embraer pousou no aeroporto de Maringá, sem problemas. ‘‘Foi um defeito mecânico. Na hora do pouso, o avião entortou todo de um lado só. Tive que usar muito o estabilizador para corrigir o equilíbrio do aparelho’’.
Os passageiros levaram um susto, mas, segundo Tudela, a calma e a experiência do piloto não deixaram ninguém entrar em pânico. O Embraer-Carajá, fabricado há seis anos, tem 700 horas de vôo. Assim que entrou no aeroporto, o piloto João Grande telefonou para a empresa Gapran, de Curitiba, responsável pela manutenção do aparelho, pedindo que mandasse um mecânico ainda ontem para consertar o avião. Segundo o piloto, a manutenção é feita a cada 25 horas de vôo.

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