Poucos voluntários ajudam na separação dos agasalhos
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terça-feira, 17 de junho de 1997
Lúcio Horta 
Londrina
A Campanha do Agasalho deste ano em Londrina superou todas as expectativas da organização e mostrou que a sociedade está mais atenta aos problemas sociais das famílias carentes. Da previsão inicial de arrecadar 50 mil peças de roupas, até ontem o Provopar (Programa do Voluntariado do Paraná) já tinha contabilizado 70 mil. Isso além de 3.845 cobertores, oito toneladas de alimentos e R$ 2,2 mil em dinheiro através da conta do Banestado e das linhas disponibilizadas pela Sercomtel.
Mas esses números são parciais e devem subir muito até o final da semana. A razão é que há muitas doações, mas faltam pessoas para ajudar no serviço de contagem e separação das peças. Na última semana, apenas oito voluntárias faziam o serviço.
Ontem, no entanto, data de encerramento da Campanha, ainda havia duas salas da sede da Provopar com roupas beirando o teto. Hoje, cerca de 30 garotos da Guarda Mirim Municipal vão reforçar o time e a nova previsão é que até o final da semana esteja tudo contabilizado.
A coordenadora do Provopar em Londrina, Cristina Barros, explica que o atraso na contabilização final se deu porque os voluntários não estão apenas contando as roupas, mas separando conforme suas características: calças, meias, roupas de lã, agasalho.
E o volume é muito grande. O nosso objetivo era ter passado a contagem final hoje (ontem). Mas felizmente Londrina respondeu muito bem ao nosso pedido e até agora já contamos 70 mil peças, comemora Cristina Barros. Ela acrescenta que a distribuição de cobertores e acolchoados começou já na semana passada, em diversos bairros e instituições de Londrina, em função da queda da temperatura das últimas semanas.
A coordenadora do Provopar local observa, porém, que o grande número de doações não significa que o problema das famílias carentes está solucionado para esse inverno. Pelo contrário: Ainda é necessário fazer novas doações. Eu também fui ajudar na entrega, para diversas famílias carentes, e a gente percebe que eles ainda precisam de muita coisa, principalmente cobertores, destacou. Por isso, todo o dinheiro arrecadado será utilizado para essa finalidade. E a nossa triagem está checando quem realmente tem necessidade.
Cristina Barros explica que cada família atendida pela campanha estará recebendo apenas um cobertor ou acolchoado, que é o número disponível. A gente sabe que é pouco, mas estamos tentando fazer a divisão o mais justa e democrática possível, observa. A coordenadora do Provopar destaca também que a expectativa inicial seria atender pouco mais de 2,6 mil famílias, mas esse número cresce a cada dia.
Quem ainda não fez sua doação terá nova oportunidade no próximo sábado, durante as atividades do programa Ação Global, desenvolvido pelo Sesi e que vai estar aberta das 10 às 17 horas na rua Deputado Fernando Ferrari, jardim Bancários (zona oeste). A organização do evento reservou uma barraca para que o Provopar receba doações.
A conta número 6864-4, do Banestado, também continua recebendo doações até o final do mês. Além disso, o usuário da Sercomtel pode fazer doações pelos números 300-8203, para R$ 3,00; 300-8205 para R$ 5,00; e 300-8210 para R$ 10,00. Os débitos serão descontados automaticamente na conta do usuário.
As doações para Campanha do Agasalho do Provopar têm aumentado a cada ano. Em 1994, foram 17.918 peças. Em 1995, o número subiu para 29.572 e, em 1996, foram arrecadadas 31.934 peças de roupas, 3.788 pares de calçados e 2.294 cobertores.


