A Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal) começou recentemente um treinamento entre os funcionários sobre controle de infecção hospitalar, e um dos assuntos tratados é o uso adequado do jaleco. Nas imediações do hospital, assim como em todos os outros da cidade, é fácil perceber que muitos saem portando a peça, que deveria ser apenas de uso interno.
A enfermeira Andressa Bucharles tem consciência do perigo representado pela vestimenta, mas ainda não segue à risca as normas de segurança. ''Eu sempre tiro o jaleco ao sair do hospital, mas deixo no banco do carro, sem nenhuma proteção. O correto seria armazená-lo em uma sacola, para não contaminar o banco'', admite. Ela também diz que, ao chegar em casa, entra pela área de serviço e ali já deixa os calçados, para que eles não contaminem outros ambientes.
Andressa sabe que nem todos fazem isso. ''Muitos profissionais saem do hospital e vão para outros empregos sem trocar o jaleco. Há por exemplo, auxiliares de enfermagem que trabalham cuidando de idosos, que normalmente são pessoas com imunidade mais baixa, o que aumenta os riscos de contaminação. Aqui dentro temos contato com bactérias multirresistentes, que não são visíveis a olho nu, e só de encostar em outra pessoa já podemos contaminá-la'', lembra a enfermeira.
Para o auxiliar de enfermagem Leandro Rodrigues Paulino a lei veio em boa hora. Ele diz que sempre carregou seu jaleco dentro de uma bolsa, ao sair do hospital, mas ''praticamente ninguém'' faz isso. Ele conta que tem filhos pequenos e sempre ouviu do pediatra a recomendação para que tomasse cuidado com o perigo de contaminação por meio das vestimentas.

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