Edson MazzettoCrianças atendidas em Cascavel: contribuição irrisóriaPessoas físicas podem destinar 12% e empresas 1% do Imposto de Renda (IR) devido para ações em favor de crianças carentes, mas embora não haja nenhum ônus para isso, poucos o fazem. Em Cascavel, os recursos destinados mensalmente são inferiores a R$ 1 mil. Órgãos assistenciais da cidade e da região estão deflagrando campanha para motivar as doações. Em Medianeira, a campanha será lançada hoje com programação especial.
Os recursos deduzidos do IR compõem o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente, e sua aplicação ocorre através de entidades assistenciais. No caso de quem tem imposto a restituir, o valor da restituição é acrescido do montante destinado. Em Cascavel, nos nove primeiros meses do ano as contribuições ao fundo ‘‘formaram um caixa de apenas R$ 8 mil’’, segundo a secretária de Ação Social Regina Barreiros Bento.
A secretária observa que os contabilistas, que preenchem as declarações do IR, ‘‘devem se empenhar em convencer as empresas e pessoas às doações’’, porque isso raramente é feito de forma espontânea.
Em Cascavel há quase 800 meninos e meninas de rua e outros atendidos por entidades especializadas. As maiores são o Centro de Estudo do Menor e Integração na Comunidade (300 atendidos) e o Centro de Atendimento e Orientação ao Menor (200), mantidos basicamente com recursos do Município.
Em Medianeira, a campanha para contribuições, que será lançada às 20 horas, é liderada pela Prefeitura, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e o deputado Irineu Colombo (PT), que é da cidade e presidiu a recente CPI da Prostituição Infantil na Assembléia Legislativa.
Em Toledo, contabilistas avaliam que, com ampla adesão, os recursos chegariam a R$ 150 mil ao ano. O vereador Elton Welter (PT) propôs que as doações se iniciem pelos vereadores e servidores públicos, ‘‘como exemplo para os demais’’. Segundo a diretora do Departamento da Criança do Município, Ires Scuzziatto, o prefeito Derli Donin (PPB) estuda a possibilidade de destinar 4% do ICMs recebido para ações em favor das crianças, o que representaria R$ 32 mil ao mês.
Campanha semelhante à lançada no Oeste do Estado já é realizada pela prefeitura de Maringá, no Noroeste do Paraná.

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