Poucos conhecem a UEL, diz pesquisa
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quarta-feira, 04 de junho de 1997
Osmani Costa 
Paulo WolfgangAvaliaçãoMarcos Gomes Nali: Uma descoberta preocupante, mas importante para a tomada de providênciasÀs vésperas dos 26 anos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), apenas 11% dos moradores de Londrina e região dizem conhecer bem a instituição; enquanto que 19% afirmam desconhecê-la, 32% garantem conhecê-la regularmente e 34% dizem saber muito pouco sobre ela. Os 4% restantes não souberam ou não quiseram responder. Esses e outros dados fazem parte de uma pesquisa de campo coordenada pelo professor Marcos Alexandre Gomes Nali, do Departamento de Filosofia da UEL.
A pesquisa ouviu, durante um ano, 1.200 pessoas no próprio campus - alunos, funcionários, professores e usuários - e 3.500 pessoas em todas as regiões de Londrina e cidades vizinhas: Cambé, Rolândia, Ibiporã e Jataizinho. A equipe coordenada por Marcos Nali contou com a ajuda de outros oito professores e cerca de 30 alunos dos cursos de Filosofia e Direito. A pesquisa - que está em fase de conclusão do relatório - fez parte do programa de extensão denominado UEL 2000 - Perspectivas e Desafios.
Apesar da descoberta de que a UEL é pouco e mal conhecida - Uma surpresa desagradável mas importante para a tomada de providências, segundo Nali -, os dados demonstram que 91% da população consideram que a instituição desempenha um importante papel para a comunidade, contra apenas 1% que afirma o contrário; os demais 8% não responderam a pergunta.
O principal objetivo do estudo era descobrir qual imagem da Universidade perante as comunidades interna, londrinense e da região. Os questionários foram aplicados em todas as classes sociais, subdivididas através do perfil dos pesquisados com base em idade, sexo, profissão, grau de instrução e renda familiar. Também para nossa surpresa, o nível de desconhecimento sobre a UEL não varia muito entre o público interno - as pessoas que convivem diariamente no campus - e a população externa. E isso é preocupante, comenta Marcos Nali.
Também contraditório ao fato de grande parte da população não conhecer a Universidade é o total de pessoas que dizem conhecer os serviços por ela prestados: 83%. Apenas 10% afirmam desconhecê-los; 7% não responderam à questão. Os serviços mais citados são os prestados por órgãos suplementares ou de extensão à comunidade, como o Hospital Universitário, Hospital de Clínicas, Hospital Veterinário, Escritório de Aplicação e Clínica Odontológica.
Estes dados são curiosos, porque demonstram que a população conhece mais os serviços prestados do que a própria Universidade. As pessoas estão usando os serviços sem saber que eles pertencem a órgãos e são prestados por professores e alunos da UEL. Não há uma vinculação dos serviços à imagem da Universidade, avalia o pesquisador, que é professor de Filosofia Contemporânea e atualmente cursa mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Como era esperado pela equipe que realizou a pesquisa, o conhecimento sobre a UEL e o índice relativo à importância que ela tem para a comunidade aumentam de acordo com o avanço do grau de instrução e renda familiar dos pesquisados. Um exemplo: dos analfabetos pesquisados, 73% consideram que a Universidade é importante para Londrina e região. Esta taxa de aprovação sobe para 90% entre as pessoas que têm 2º grau incompleto e para 100% entre as com curso superior completo.


