Sete de outubro. Quatro homens armados com revólveres e metralhadoras invadem a agência da Caixa Econômica Federal, da rua Maringá, rendem os vigilantes e levam R$ 59,2 mil.
Dez de outubro. Três homens armados invadem a agência do Banco do Brasil, na Avenida Bandeirantes, rendem os vigias e levam R$ 12 mil. Eles carregavam pistolas e uma submetralhadora 9 milímetros.
Vinte e sete de novembro. Dois jovens entram na agência do banco Bamerindus da avenida Bandeirantes e levam mais R$ 12 mil. As armas: um revólver calibre 22 e uma pistola 9 milímetros.
Anteontem. Dois homens invadem posto avançado do Banestado no Terminal Rodoviário. Levam R$ 3 mil e fogem em uma motocicleta.
Os assaltos citados acima - apenas uma pequena parte dos que ocorreram na Cidade ao longo do ano - poderiam ter sido evitados se as agências tivessem instalado um dispositivo de segurança simples mas muito eficiente: as portas giratórias ou eletrônicas. Hoje, apenas 10 das mais de 200 agências bancárias da região têm instalada a porta eletrônica. A informação é do Sindicato dos Vigilantes de Londrina.
Com esse instrumento, é quase impossível o assaltante passar pela entrada do banco portando arma sem ser descoberto: através de um sensor, a porta ‘‘trava’’ quando detecta objeto de metal com a pessoa.
Apenas dez agências da Cidade instalaram esse equipamento e o resultado tem agradado clientes e funcionários. ‘‘De início, os clientes olhavam para a porta como se fosse uma coisa de outro mundo. Agora não; eles acham ótimo’’, afirma a gerente Célia Adatihara, da agência Superquadra da Caixa Econômica Federal, na avenida Duque de Caxias, que instalou a porta com sensor em junho deste ano. ‘‘Se aqui não tivesse esse equipamento, seria como se a porta da minha casa estivesse escancarada’’, diz a gerente.
Célia Adatihara explica que, quando a porta trava, o vigilante está orientado a pedir ao cliente que volte, verifique o que está acionando o dispositivo e deixe o objeto numa caixa ao lado. Se for um aparelho de telefone celular, por exemplo, ele pode deixá-lo na caixa, entrar e pegá-lo em seguida. Se for uma arma, o cliente deve deixá-la no na caixa e pegar somente quando sair do banco.
Outra agência da Caixa que está recebendo o dispositivo é a San Remo, da rua Maringá, que há pouco mais de um mês foi assaltada. Segundo o gerente Israel Massaki Sonomiya - que assumiu a agência após o assalto - a porta ainda está em fase experimental mas até a semana que vem deve estar operando normalmente. ‘‘Por enquanto não temos tido problemas. É bom porque dá mais segurança.’’

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