Londrina

Mário CésarEscassezA assistente social, Hilda Faria, responsável pela captação de doadores de sangue: ‘Se a demanda aumentar, não poderemos atender’Com baixos estoques de sangue, a situação do Hemocentro do Hospital Universitário de Londrina já pode ser considerada crítica. O alerta é da assistente social Hilda Cristina Coutinho Faria, responsável pela captação de doadores do Hemocentro.
No período que compreende os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o número de doações de sangue chega a cair pela metade, enquanto a demanda costuma aumentar, principalmente em função do movimento nas estradas e acidentes automobilísticos.
‘‘Nós temos em média cerca de mil doadores de sangue por mês e realizamos duas mil transfusões nesse período. Por enquanto a média ainda é suficiente, mas se a demanda aumentar muito nós não teremos condições de atender’’, aponta.
Cada doador pode ajudar a salvar até quatro pessoas, que são beneficiadas pelas transfusões. ‘‘Mas o número de doadores, agora, cai para cerca de 500.’’
O Hemocentro atende não só o HU como também outros hospitais públicos de Londrina e região. Hilda Faria explica que as doações de sangue na Cidade são divididas entre as voluntárias (30%, no máximo) e as coletas de reposição (70%), quando é solicitado aos parentes de pacientes do hospital que doem sangue para suprir o que foi consumido. Além disso, existe também uma equipe móvel que coleta material fora do hospital - em empresas, junto aos funcionários, por exemplo. Mas esse trabalho também diminui em período de férias.
A assistente social faz um apelo para que doadores em potencial se dirijam ao Hospital Universitário e colaborem. O Hemocentro funciona das 8 às 19 horas, de segunda a sexta, e das 8 às 18 horas aos sábados. Para doar, a pessoa precisa ter entre 18 e 60 anos; não ter ingerido álcool 24 horas antes; não estar em tratamento médico; ter mais que 50 quilos; e, no caso das mulheres, não estar grávida ou amamentando.
‘‘Qualquer dúvida é só procurar o hospital. Nós fazemos uma triagem clínica e, se tudo estiver certo, coletamos o sangue’’, diz Hilda Faria. Depois da doação, o sangue também vai passar por triagem sorológica, para avaliar a qualidade do material, e só então poderá passar por transfusão. O doador receberá os resultados dos exames em casa.
O HU fica na avenida Robert Koch, 60, vila Operária (zona leste de Londrina).

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