Poucas lixeiras, muita reclamação
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terça-feira, 22 de março de 2011
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Falta de lixeiras ou de manutenção nas que existem é motivo de reclamação em Londrina. A reportagem visitou alguns pontos da cidade para conversar com moradores. O vandalismo e a falta de educação da própria população também são fatores que aumentam a sujeira nas ruas da cidade.
Na Avenida Saul Elkind é visível a falta de lixeiras. Lá foi possível encontrar desde garrafas espalhadas pela calçada até um guarda-chuva abandonado em uma churrasqueira abandonada improvisada como lixeira. ''O antigo dono improvisou porque não tinha lixeira nessa quadra'', explicou o açougueiro Marcio Henrique Ribeiro, que critica tanto o descaso da administração pública como a falta de cuidado da população. ''É comum flagrarmos motoristas jogando latinhas de cerveja pela janela do carro e pedestres jogando palitos de sorvete ou pequenos papéis na rua'', completa.
''Essas lixeiras estão todas enferrujadas e quebradas há um tempão'', critica a dona de casa Jaíra Inácio Silva. ''As poucas que a prefeitura colocou, os vândalos ainda destruíram e a gente tem que conviver com essa dificuldade de caminhar quadras e quadras, e não encontrar uma única lixeira.''
O lixo amontoado incomoda também os recicladores. O reciclador Antonio Alves Primo conta que há nove anos trabalha na avenida e tem verificado que a falta de educação é crescente. ''O pessoal não faz a separação do lixo. Quase sempre encontro lixo orgânico misturado com material reciclável'', conta.
Na Avenida Paraná, o problema se agrava com os excrementos das pombas. De acordo com a varredora Edna Ivone de Oliveira, o serviço de limpeza na Praça Marechal Floriano Peixoto é feito por oito pessoas. ''Se a quantidade de lixeiras fosse suficiente e se a população tivesse o cuidado de depositar o lixo no local adequado, nosso trabalho seria muito mais fácil.''
Para a auxiliar de serviços gerais Edna Ferreira Gomes, que trabalha em uma loja na avenida, está faltando atenção da prefeitura. Ela defende que as crianças sejam educadas desde pequenas pelos pais a não jogarem lixo no chão. ''Mas o que a gente mais vê são os pais dando mau exemplo aos filhos'', afirma.
Latas de tinta
De acordo com o diretor de Operações da CMTU, Luciano Borrozzino, o trabalho de substituição das lixeiras será retomado. Latas de tinta utilizadas na pintura de sinalização de trânsito serão adaptadas.
Há ainda o projeto de firmar termos de cooperação com empresas que queiram instalar lixeiras, em troca de espaços publicitários. Os locais que mais enfrentam o problema são aqueles que concentram maior fluxo de comércio.
Mas o diretor afirma que um dos principais problemas é o vandalismo. Pede inclusive que a população denuncie pelos fones 3379-7956, 3379-7954 e 153.


