Postos volantes garantem vacinação em Londrina
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sábado, 26 de agosto de 2006
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
A greve dos funcionários municipais de Londrina não impediu ontem a realização da segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra poliomielite. A Secretaria de Saúde adotou estratégias para garantir a vacinação. A meta do município era imunizar entre 92% e 95% (número preconizado pela Organização Mundial de Saúde) das 39 mil crianças de até cinco anos de idade que vivem na cidade.
O atendimento ocorreu em 50 postos de saúde e outras 70 unidades volantes, como supermercados, lojas e no Calçadão e mobilizou cerca de mil pessoas, entre funcionários municipais, agentes de controle de endemias e voluntários.
''Como boa parte das unidades básicas de saúde (UBS) estão fechadas em decorrência da greve, ao contrário das edições anteriores da campanha, a vacinação não vai continuar no decorrer da semana'', afirmou Simone Garani Narciso, diretora de Epidemologia e Informações de Saúde, complementando que também não foi possível aplicar outras doses para atualizar a carteira de vacinação.
A greve fez com que muita gente procurasse os postos volantes para receber a vacina. É o caso da dona de casa Mariele Soares dos Santos, que procurou a unidade instalada no Calçadão de Londrina. ''Não sei se o posto perto de casa está fazendo a vacina. Então aproveitei que vim passear pelo Centro para vacinar meu filho'', explica.
Na primeira fase da campanha, realizada em 10 de junho, 34.240 crianças foram imunizadas, o que corresponde a 87% do total. Simone avalia que a redução do número de dias da campanha não deve interferir nos resultados da vacinação. ''Realizamos um trabalho intenso de divulgação nas duas últimas semanas, inclusive boca a boca. A minha expectativa é de que os resultados sejam até melhores do que em junho'', revela.
De acordo com a secretária municipal de saúde, Josemari de Arruda Campos, em dias de campanha a imunização fica na faixa dos 80%, mas somando-se às vacinas que são aplicadas nos dias anteriores e posteriores, o índice chega a 87%. ''Nós queremos vacinar 100% das crianças, mas dependemos da adesão e conscientização dos pais em relação à campanha'', enfatiza.
O último caso de poliomielite registrado no Brasil foi em 1989, mas, segundo Simone, a doença ainda não foi erradicada na África, na Ásia e no Leste Europeu.


